- A Petrobras anunciou aumento de R$ 0,48 no preço da gasolina vendida às distribuidoras, com vigência a partir da meia-noite de sexta-feira (29).
- O governo federal estabeleceu uma subvenção de R$ 0,44 por litro para amortecer o impacto no consumidor.
- O efeito líquido do reajuste nas distribuidoras fica em R$ 0,04 por litro, segundo o analista Fernando Nakagawa (CNN).
- A Petrobras também considera que, com a mistura de etanol, o acréscimo no varejo seria de aproximadamente R$ 0,03 por litro.
- O governo tem margem de manobra para ampliar o desconto até o limite dos impostos federais cobrados sobre a gasolina; para o diesel, não houve reajuste pela Petrobras.
A Petrobras anunciou um reajuste de 0,48 por litro no preço da gasolina vendida às distribuidoras, com vigência a partir da meia-noite de sexta-feira. O movimento acompanha a expectativa do mercado, segundo analistas.
O analista de Economia da CNN, Fernando Nakagawa, afirmou que o aumento era amplamente aguardado por investidores, acionistas e pelos distribuidores, diante da defasagem dos preços. A petrolífera vinha operando com valores defasados.
Uma conta da Abicom apontou defasagem de 55% no preço da gasolina no início do dia, ao comparar com preços e custos de importação. O analista destacou que o reajuste não cobria toda essa diferença.
Para reduzir o impacto, o governo federal criou uma subvenção de 0,44 por litro. Com o desconto, o efeito líquido sobre as distribuidoras ficou em 0,04 por litro.
A Petrobras estima que, ao considerar a mistura com etanol, o reajuste no varejo deve ficar em cerca de 0,03 por litro. O etanol, hoje, tem preço mais baixo em parte do país.
Contexto e impactos
A subvenção faz parte de uma medida provisória que permite ampliar o desconto até o teto dos impostos federais sobre a gasolina. Atualmente, PIS, Cofins e Cide somam 0,89 por litro, abrindo margem de até 0,45 por litro.
No caso do diesel, o governo informou subvenção de até 0,35 por litro, sem reajuste pela Petrobras, mantendo o preço estável. O movimento ocorre em meio à safra de cana-de-açúcar, que favorece o etanol como alternativa no centro-sul do Brasil.
Analistas destacam que o etanol costuma ser 30% mais barato que a gasolina, o que pode influenciar a decisão do consumidor em estados como São Paulo, principalmente durante a safra.
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