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Brasil é vice em alta nos preços de figurinhas da Copa desde 2018

Preço das figurinhas da Copa no Brasil sobe 150% desde 2018, mantendo o país como segunda maior alta global e refletindo inflação e custos locais

Neymar Jr em card de divulgação após convocação por Ancelotti — Foto: Divulgação/CBF
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  • Brasil registrou alta de 150% no preço de pacotinhos desde a Copa do Mundo de 2018, ficando em segundo lugar global.
  • Uruguai ocupa a primeira posição entre as altas, de acordo com estudo da Neo Investimentos conduzido por Luciano Sobral.
  • Ao excluir outliers (Egito, Turquia e Argentina), o preço médio por figurinha subiu 48%.
  • No Brasil, os preços já tinham dobrado entre 2014 e 2018, o que levanta hipóteses sobre custos locais de impressão/distribuição ou margens da Panini.
  • Em dólar, Dinamarca tem os pacotinhos mais caros (US$ 2,60), enquanto Peru (US$ 1,10) e Chile (US$ 1,20) aparecem entre os mais baratos; a América Latina abriga várias oportunidades de compra.

O Brasil registra a segunda maior alta global no preço de pacotinhos de figurinhas da Copa do Mundo desde 2018, segundo estudo da Neo Investimentos. O aumento é de cerca de 150% nos pacotinhos nacionais.

O levantamento, coordenado pelo economista-chefe Luciano Sobral, aponta que, sem os outliers — Egito, Turquia e Argentina —, o preço médio por figurinha subiu 48% na comparação entre períodos. A inflação global ajuda a explicar a tendência.

Em 2018, os preços já haviam dobrado no Brasil, o que pode indicar custos locais elevados de impressão, distribuição ou margens mais altas praticadas pela Panini. Na Hungria, Polônia e Suíça, houve queda nominal.

No mercado internacional, o estudo identifica pacotinhos mais caros na Dinamarca (US$ 2,60) e mais baratos no Peru (US$ 1,10) e Chile (US$ 1,20). A América Latina abriga boa parte das menores cotações globais, com exceções.

Sobral destaca que o “Índice Panini” aponta dólar forte, contrastando com 2018. Hoje, cinco países têm preços superiores à média dos EUA, enquanto outros países registram valores menores.

O economista aponta ainda que o dólar está cerca de 12% mais forte frente a 2018, segundo o índice de câmbio real do BIS, o que reflete a tendência de valorização da moeda norte-americana no período.

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