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BYD acusa venda de híbridos falsos no Brasil e cobra VW, cita Ford

BYD acusa rivais de venderem “híbrido fake”, defende regras mais rígidas para benefícios fiscais e fortalece liderança no varejo brasileiro

Fiat Fastback MHEV tem sistema que não traciona as rodas
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  • A BYD acusa que há gente vendendo “híbrido fake” no Brasil, dizendo que alguns modelos com assistência elétrica não entregam benefício real de híbrido.
  • O vice‑presidente sênior Alexandre Baldy criticou rivais que vendem híbridos leves (MHEV) e pediu regras mais rígidas para benefícios fiscais ligados à eletrificação.
  • Baldy disse que a BYD quer manter a liderança no varejo, após liderar em abril com 14.911 unidades vendidas nessa modalidade; o crescimento no primeiro quadrimestre foi de quase 90%.
  • A empresa aposta em ampliar a rede de concessionárias, atuar em mais cidades e lançar novos modelos, para sustentar o avanço no varejo brasileiro.
  • A BYD firmou parceria com a Localiza para vender até dez mil carros elétricos e híbridos em até dois anos, reforçando a estratégia de venda direta além do varejo tradicional.

A BYD amplia o tom de sua atuação no Brasil ao acusar rivais de venderem “híbridos fake” e ao provocar a indústria com críticas diretas aos sistemas híbridos leves. Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da empresa, afirmou que consumidores são enganados quando o veículo é apresentado como híbrido sem entregar ganhos reais de sustentabilidade.

Sem citar nomes, Baldy sugeriu que marcas do setor utilizam a tecnologia MHEV para atrair clientes e favorecer políticas públicas. O executivo destacou que veículos com assistência elétrica não devem receber os mesmos benefícios de um híbrido de verdade, como rodízio municipal e IPVA reduzido.

A BYD aponta que o mercado brasileiro não aceita distorções e defende regras mais rígidas para benefícios fiscais. O objetivo é preservar a distinção entre híbridos genuínos e equipamentos com apenas função de apoio elétrico, segundo o presidente.

No desempenho, a BYD chegou à liderança do varejo no Brasil em abril, com 14.911 unidades vendidas nesse canal. Baldy atribuiu o resultado ao crescimento de quase 90% no primeiro quadrimestre, destacando a importância de manter a posição de destaque.

O executivo comentou que a liderança reforça a confiança da matriz chinesa e facilita investimentos no Brasil. Segundo ele, o desempenho ajuda a ampliar a rede de concessionárias, a entrada em novas cidades e o lançamento de modelos adicionais.

Além do varejo, a BYD ampliou a estratégia de venda direta, incluindo parcerias com grandes locadoras. O acordo com a Localiza prevê até 10 mil carros elétricos e híbridos comercializados em até dois anos, fortalecendo a presença da marca no mercado de aluguel.

A empresa também mostrou interesse em ampliar o portfólio e a atuação institucional. Baldy mencionou a possibilidade de investimento adicional e reforçou a ideia de transformar o crescimento em continuidade, para sustentar a liderança no varejo.

A relação com a indústria automotiva global ganhou relevo quando Baldy comentou sobre a visão de líderes internacionais. A BYD afirma que o Brasil pode alcançar maior relevância com produtos locais, apoiados por investimentos da matriz.

A notícia aponta mudanças no tom da BYD: a marca opera não apenas como fabricante, mas também como agente de uma discussão sobre padrões e políticas públicas que impactam o mercado de veículos eletrificados no Brasil, mantendo o foco em dados de desempenho e estratégia.

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