- O saldo líquido de empregos formais em abril foi de 85.888 vagas, bem abaixo das 227.974 de março e menor que abril do ano passado (238.216).
- No acumulado de janeiro a abril, foram criadas 699.762 vagas, ante 913.827 no mesmo período de 2025.
- Nos 12 meses encerrados em abril, o saldo de empregos formais chega a 1.059.860 vagas.
- Economistas apontam acomodação no mercado de trabalho, com salários em ritmo de moderação e desemprego ainda em patamar baixo, mas sem fôlego para cair mais.
- A XP aponta desaceleração gradual da criação de empregos e prevê menor ritmo de abertura de vagas para 2025 a 2026, com estimativa de 1,050 milhão de vagas formais em 2026.
O saldo líquido de empregos formais em abril foi de 85.888 vagas, abaixo das expectativas do mercado. O resultado aponta desaceleração lenta do desemprego, com emprego e renda ainda em patamares elevados. O dado é do Caged.
Em comparação, março registrou 227.974 vagas líquidas, e abril de 2024 teve 238.216. No acumulado de janeiro a abril, o saldo soma 699.762 postos, frente a 913.827 no mesmo período de 2025. Nos 12 meses até abril, foram criados 1.059.860 postos.
Desempenho e interpretação
André Valério, do Inter, vê sinais de perda de dinamismo aliado a juros e preços mais elevados. A PNAD também aponta redução da intensidade do mercado, mantendo o emprego em patamar elevado, mas com menos fôlego.
Leonardo Costa, da ASA, afirma que, sem sazonalidade, o mês de abril gerou 23 mil vagas, o menor ritmo desde a pandemia. A média móvel de 3 meses caiu para 120 mil vagas mensais.
Setores e composição
Serviços e construção desaceleraram, mas mantiveram saldo positivo. Comércio e indústria registraram saldo negativo. Demissões ganharam ritmo mais rápido que contratações no mês. O quadro aponta acomodação gradual da atuação econômica.
Perspectivas e salários
A XP destaca que, apesar da desaceleração, salários mostram moderação. O salário de admissão subiu 6,0% e o de desligamento 5,4% na comparação anual. Em termos reais, admissão ficou estável; desligamento caiu 0,8%.
Economistas ressaltam que o cenário indica continuidade da acomodação suave no mercado de trabalho, com desemprego próximo de mínimos históricos e renda em trajetória estável. A projeção é de criação líquida de empregos em torno de 1,05 milhão em 2026.
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