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CEO da Ferrari defende novo carro elétrico em meio a críticas

Presidente-executivo da Ferrari defende o Luce elétrico frente a críticas de design, com forte interesse de clientes e início de pedidos.

Primeiro carro totalmente elétrico da Ferrari, o "Luce", em imagem obtida pela Reuters em 25 de maio de 2026, depois que a fabricante de carros esportivos de luxo apresentou o modelo
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  • A Ferrari apresentou o Luce, seu modelo elétrico, com preço de 550.000 euros, em Roma na segunda-feira, 25.
  • O presidente-executivo Benedetto Vigna afirmou haver forte interesse pelo carro, de novos clientes e de já existentes, com números de pedidos a serem divulgados em julho.
  • O lançamento ocorreu para 1.600 clientes, gerando críticas nas redes sociais sobre o design e a mudança de linha, com foco em motores a gasolina.
  • As ações da Ferrari registraram queda superior a 8% na terça-feira, estabilizaram na quarta e subiram mais de 3% na quinta.
  • Vigna rebateu que o Luce não é cópia de outros EVs e ressaltou que o modelo é complemento à linha, mantendo opções com motor a combustão e híbridos.

Em meio a críticas, a Ferrari defende o novo carro elétrico Luce, apresentado como parte da estratégia de expansão da marca para além dos motores a combustão. O modelo gera debates sobre design, preço e alinhamento com a tradição da Ferrari.

O Luce foi apresentado na segunda-feira em Roma, com preço de 550 mil euros. A montadora abriu os livros de pedidos na terça-feira e prevê divulgar números oficiais de demanda em julho, quando também divulgará resultados do segundo trimestre.

Durante evento em Modena, o CEO Benedetto Vigna afirmou que há interesse de clientes novos e existentes pelo veículo elétrico. Ele sustentou que a Ferrari não pretende copiar outros modelos do mercado e destacou que o Luce amplia a linha de produtos da marca.

A empresa mostrou o Luce a 1.600 clientes na apresentação de Roma, entre segunda e terça-feira. A expectativa é que o executivo forneça dados de pedidos em julho, após o fechamento do trimestre.

A reação do mercado não foi uniforme: as ações da Ferrari caíram mais de 8% na terça-feira, diante das críticas ao design e à proposta do veículo. Na quarta, as ações quase não oscilaram, e houve leve recuperação na quinta-feira.

Vigna reiterou que o Luce é um complemento à linha, sem substituir modelos com motor a gasolina ou híbridos. Segundo ele, o preço refletiria o custo de inovação do veículo e o posicionamento da marca no segmento de elétricos de alto desempenho.

O modelo tem gerado dúvidas sobre o que o Luce representa para a identidade da Ferrari. Ainda assim, a montadora mantém a aposta em oferecer novas opções elétricas sem abandonar a tradição de desempenho e luxo.

A Ferrari afirma que a estratégia envolve manter uma gama diversificada, com veículos movidos a gasoline, híbridos e elétricos, para atender diferentes perfis de clientes e mercados globais.

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