- As reservas globais de petróleo caíram rapidamente devido à guerra no Irã e ao bloqueio do Estreito de Ormuz, elevando o risco de oferta.
- Em março, a Agência Internacional de Energia coordenou a liberação de cerca de 400 milhões de barris de reservas de emergência para estabilizar ofertas e preços.
- Países como China, Estados Unidos e Japão aparecem entre os maiores estoques, com EUA mantendo reservas estratégicas de cerca de 413 milhões de barris e Japão, 263 milhões.
- A União Europeia liberou cerca de 20% dos 400 milhões de barris na ação da AIE, com Alemanha, França e Espanha entre os principais emissores de reservas.
- Analistas alertam que, se a tendência atual de redução de estoques continuar, os estoques comerciais podem atingir níveis críticos até o fim de junho, o que pode pressionar ainda mais os preços.
A guerra no Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz reduziram rapidamente as reservas de petróleo em nível global, pressionando estoques estratégicos e comerciais. A tendência é de queda contínua enquanto governos buscam alternativas para evitar choque de oferta.
A Agência Internacional de Energia coordenou, em março, a liberação de cerca de 400 milhões de barris de reservas de emergência. A medida visou garantir oferta estável e conter altas de preços diante da crise.
Antes do conflito, o mercado já operava com superávit relativo. China, EUA e Japão detinham os maiores estoques estratégicos, com a China liderando reservas globais, segundo estimativas da EIA. Os EUA guardavam cerca de 413 milhões de barris em reserva.
Estoques globais e liberação de reservas
O Japão detinha aproximadamente 263 milhões de barris em estoques governamentais, contribuindo com 80 milhões de barris na liberação coordenada. A UE liberou parte de seus estoques, com Alemanha, França, Espanha e Itália entre os principais contribuidores.
A Índia possuía cerca de 21 milhões de barris em reservas estratégicas, cobrindo menos de 10 dias de importações líquidas. Este número sobe quando se consideram reservas estatais de empresas, segundo a AIE e a S&P Global.
Além das reservas, milhões de barris de petróleo russo parados em petroleiros também ficaram disponíveis para compradores na Ásia, após a suspensão temporária de sanções americanas para ampliar a oferta global.
Perspectivas de curto prazo
A AIE informou queda recorde nos estoques globais entre março e abril, com redução de 246 milhões de barris. Fatih Birol alertou que reservas não são infinitas e que a recuperação de produção e capacidade de refino levará tempo.
A leitura de analistas aponta risco de novos máximos de preços caso o ritmo de redução persista. Economista-chefe da Capital Economics projeta níveis críticos de estoque até o fim de junho, com subida de preços em caso de piora da oferta.
Impactos regionais e possíveis medidas
Países asiáticos, fortemente dependentes do Oriente Médio, devem sentir mais o aperto, especialmente no transporte aéreo. Em várias regiões, governos estudam reduzir demanda e consumo para conter impactos nos preços.
Mesmo com medidas de contenção, o cenário global apresenta volatilidade: quedas rápidas em respostas a sinais de resolução do conflito contrabalançam aumentos ante notícias de continuidade do bloqueio.
Possíveis novas liberações
Autoridades de países como França indicaram cautela ao liberar reservas adicionais. Com Ormuz fechado por mais tempo, governos refletem sobre a eficácia de novas liberações, reconhecendo que estoques têm limites e afetos de curto prazo podem surgir.
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