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Copasa define preço mínimo de R$47,23 por ação e reduz lote da oferta

Copasa fixa preço mínimo de R$ 47,23 por ação na oferta secundária; cronograma fica para 11 de junho e lote adicional é reduzido, com potencial de movimentar mais de R$ 10 bilhões

Foto: Divulgação/Copasa
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  • Copasa fixou preço mínimo da ação em R$ 47,23 na oferta secundária, definido pelo governo de Minas Gerais, atual controlador da empresa.
  • Cronograma da operação foi alterado: o preço final da oferta será definido em 11 de junho.
  • Lote adicional foi reduzido, passando de 19,13 milhões para 19,03 milhões de ações; a oferta base permanece em 171,11 milhões de papéis.
  • A operação pode movimentar mais de R$ 10 bilhões; caso vendidos integralmente base e adicional, o governo mineiro deixará de ter participação na Copasa (atualmente 50,03%).
  • O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais solicitou esclarecimentos sobre mudanças no cronograma e fatores supervenientes; a oferta conta com coordenação de BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America, Citi e UBS BB.

A Copasa informou que o preço mínimo da ação na oferta secundária será de R$ 47,23 por papel. O valor foi definido pelo governo de Minas Gerais, atual controlador da companhia. A Bolsa destacou a data como definidora do teto da operação.

A empresa também alterou o cronograma da operação. A definição do preço final da oferta ficou para 11 de junho, nove dias após a data prevista anteriormente. A mudança segue o ajuste divulgado pela companhia nesta quinta-feira.

Segundo o novo prospecto preliminar, a Copasa reduziu a quantidade de ações adicionais da oferta. O lote extra passou de 19,13 milhões para 19,03 milhões de papéis, enquanto a oferta base permanece em 171,11 milhões de ações.

A operação pode movimentar mais de R$ 10 bilhões, conforme o documento. Caso os lotes base e adicional sejam vendidos integralmente, o governo de Minas Gerais deixará de possuir participação na Copasa, que hoje responde por 50,03%.

A mudança ocorreu após demanda abaixo do esperado. Uma fonte citada pela Reuters informou que ofertas recebidas de investidores de referência ficaram abaixo do valor mínimo pretendido pelo governo mineiro. As ações fecharam em queda após o anúncio.

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais intimou a Copasa para esclarecer mudanças no cronograma. A corte quer entender os chamados fatores supervenientes e condições alteradas da operação, além de solicitar detalhes sobre o novo cronograma e os impactos na estrutura da oferta.

A operação tem coordenação de BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America, Citi e UBS BB, conforme o material divulgado pela Copasa. Os responsáveis pela organização deverão, portanto, fornecer esclarecimentos ao TCE-MG.

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