- Taxa de desemprego atingiu cinco vírgula oito por cento no trimestre móvel até abril, subindo em relação aos três meses encerrados em janeiro.
- Desocupados somaram 1,6 milhão, -4,4% ante o trimestre anterior; ocupados chegaram a 94,2 milhões, +0,4%.
- A força de trabalho somou 96 milhões de pessoas, e a participação ficou em 58,2% da população em idade de trabalhar.
- Entre jovens, a taxa foi de 17,4% para 14 a 17 anos e 14,4% para 18 a 24 anos; entre trabalhadores com ensino superior completo, a taxa foi de 4,2%.
- A renda média real do trabalhador ficou em R$ 2.857,00, com o estudo destacando o maior nível de ocupação desde o início da série histórica.
O desemprego no Brasil atingiu 5,8% no trimestre móvel até abril, conforme dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira. A leitura aponta alta frente ao trimestre encerrado em janeiro, mas permanece como a menor para o mesmo intervalo da série histórica.
A PNAD Contínua mostra que a população desocupada somou 1,6 milhão de pessoas, queda de 4,4% frente ao trimestre anterior. Já a população ocupada alcançou 94,2 milhões, aumento de 0,4%.
Apesar do recorte de desemprego, o nível de ocupação no país continua elevado, com 94,2 milhões de pessoas empregadas, correspondendo a 58,2% da população em idade de trabalhar. O mercado sinaliza recuperação mesmo com o avanço da taxa de desemprego.
O IBGE explicou que a alta da taxa ocorreu pela expansão da força de trabalho, que cresceu 1,4% ante o trimestre anterior, chegando a 96 milhões de pessoas. A parcela fora da força ficou em 67,4 milhões, recuo de 0,2%.
Panorama por faixa etária e educação
A taxa de desemprego entre jovens de 14 a 17 anos ficou em 17,4%, já os jovens de 18 a 24 anos registraram 14,4%. Entre trabalhadores com ensino superior completo, o desemprego ficou em 4,2%.
O estudo aponta que o país tem o maior nível de ocupação desde o início da série histórica, iniciada em 2012, refletindo a recuperação do mercado após a pandemia de Covid-19.
Ainda conforme o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil permanece abaixo de Argentina, Chile e Colômbia, que registraram taxas superiores a 10%. A renda média real do trabalhador ficou em R$ 2.857,00, alta de 1,2% frente ao trimestre anterior. Entre quem tem ensino superior completo, a renda média é de R$ 4.679,00.
A divulgação é realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério do Trabalho e Previdência, com o objetivo de oferecer dados sobre o mercado de trabalho brasileiro.
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