- No trimestre móvel encerrado em abril, a taxa de desemprego ficou em 5,8%, a menor da série histórica iniciada em 2012.
- No mesmo período, havia 6,3 milhões de desempregados e a população ocupada chegou a 102,3 milhões, com queda de 0,3% frente ao intervalo entre novembro e janeiro, e alta de 1,1% frente a igual periodo de 2025.
- A renda média dos trabalhadores avançou 0,3% em relação ao trimestre anterior, para R$ 3.732, com alta de 5,3% na comparação anual.
- A massa de rendimentos reais ficou em R$ 377,046 bilhões, estável ante o trimestre anterior e 6,5% maior que abril de 2025.
- Projeções indicam queda da taxa de desemprego nos próximos meses, com expectativa de 5,6% em maio e continuidade da recuperação gradual do mercado de trabalho.
O desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre móvel encerrado em abril, segundo a PNAD Contínua. O dado reforça o momento de recuperação do mercado de trabalho, com rendimentos reais em alta.
Na leitura da PNAD, o desemprego aumentou de 5,4% no trimestre anterior para 5,8% em abril. Já na comparação com os três meses até março, houve queda para 6,1%. A taxa de 5,8% é a menor para todos os três meses encerrados em abril desde 2012.
No conjunto, havia 6,3 milhões de pessoas desocupadas e a população ocupada atingiu 102,3 milhões, queda de 0,3% frente ao período novembro-janeiro, mas alta de 1,1% ante o mesmo período de 2025.
Desempenho do mercado de trabalho
A renda média dos trabalhadores subiu 0,3% no trimestre móvel encerrado em abril, ante o período anterior, para R$ 3.732. Em relação a abril de 2025, houve alta de 5,3%. A massa de rendimentos real ficou em R$ 377,046 bilhões, estável ante o trimestre anterior e 6,5% acima de 2025.
Na série dessazonalizada, a taxa de desemprego ficou em 5,4%, próximo das mínimas históricas. A população ocupada apresentou leve alta, impulsionada principalmente por trabalhadores com carteira assinada, com aumento de 1,1% no ano, para 39,29 milhões.
A economista-chefe da consultoria, Andréa Damico, destacou que a queda do desemprego ocorreu pela expansão da população ocupada, não pela alta da força de trabalho. Adriana Beringuy, da Pnad/IBGE, apontou sazonalidade típica do fim de ano com contratações temporárias e dispensa no início do ano seguinte.
Ao analisar o cenário, analistas ressaltam diversificação setorial e continuidade de ganhos salariais. A banda de rendimentos efetivos permanece em trajetória de alta, puxada por reajustes acima da inflação e por acordos coletivos, incluindo servidores federais.
A projeção da 4intelligence é de queda da taxa de desemprego para 5,6% em maio, mantendo o patamar de 5,4% dessazonalizado. Para o ano, há expectativa de manutenção de patamar baixo e recuperação gradual da ocupação, respeitando a inflação nos serviços.
Especialistas do mercado também veem continuidade de um processo gradual de melhoria da composição do emprego, sem deterioração abrupta, com ganhos formais ampliando o alcance de empregos formais e redução da subutilização.
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