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Desemprego sobe para 5,8% em abril, renda do trabalhador permanece em recorde

Desemprego sobe a 5,8% no trimestre encerrado em abril; renda média real atinge R$ 3.732, recorde da série histórica

Desemprego cresce no trimestre encerrado em abril (Aloisio Mauricio/Fotoarena/Ag. O Globo/.)
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  • O desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril, ante 5,3% no mesmo período do ano anterior, segundo o IBGE.
  • O número de pessoas procurando emprego foi 1,6 milhão; a população ocupada foi de 89,4 milhões, estável em relação ao trimestre anterior.
  • A renda média real do trabalhador atingiu R$ 3.732, maior valor da série histórica iniciada em 2012, com alta de 4,4% ante o mesmo trimestre de 2024.
  • A taxa de desocupação por faixa etária foi de 17,4% (14 a 17 anos), 15,4% (18 a 24 anos), 6,4% (25 a 39 anos) e 4,4% (40 a 59 anos).
  • A informalidade permaneceu em 39,4% (35,2 milhões de trabalhadores); 24,4 milhões estavam na ocupação por conta própria e 33,4 milhões tinham carteira assinada.

O desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em abril, ante 5,3% no mesmo período do ano anterior. O dado, divulgado pelo IBGE, ainda aponta proximidade com o menor nível da série histórica, de 5,7% registrado no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2023.

Segundo a pesquisa, o número de pessoas procurando emprego cresceu, totalizando 1,6 milhão no período. A população ocupada ficou estável, em 89,4 milhões, em relação ao trimestre anterior.

Enquanto isso, a renda média real do trabalhador atingiu R$ 3.732, o maior valor já registrado na série histórica iniciada em 2012, com alta de 4,4% frente ao mesmo trimestre de 2024.

Contexto e desdobramentos

A taxa de desocupação entre jovens variou conforme o grupo etário: 17,4% para 14 a 17 anos e 15,4% para 18 a 24 anos. Entre trabalhadores de 25 a 39 anos, ficou em 6,4%, e entre 40 a 59 anos, em 4,4%.

A população ocupada por conta própria atingiu 24,4 milhões, alta de 2,4% em um ano, enquanto a ocupação com carteira assinada somou 33,4 milhões, crescimento de 0,4%. A taxa de informalidade manteve-se em 39,4%, correspondente a 35,2 milhões de trabalhadores informais.

O estudo do IBGE indica ainda que a melhora na renda média está relacionada ao aumento do salário médio real, que passou a ser de R$ 2.583, também recorde para a série. A pesquisa é baseada em amostra de cerca de 211 mil domicílios no país.

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