Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Desenrola mira dívidas do CDC sem garantia para adimplentes, afirma Durigan

Desenrola para adimplentes mira dívidas de CDC sem garantia com redução de juros, com apoio do Fundo Garantidor de Operações para reduzir risco aos bancos

O ministro da Fazenda, Dario Durigan — Foto: Wenderson Araujo/Valor
0:00
Carregando...
0:00
  • Desenrola para adimplentes vai mirar dívidas do crédito direto ao consumidor sem garantia, com foco em endividados informais que pagam juros altos e mantêm as parcelas em dia.
  • Haverá renegociação com redução de juros, com garantia do Fundo Garantidor de Operações para reduzir o risco de inadimplência dos bancos.
  • O governo avalia premiar adimplentes com acesso a empréstimos habitacionais e outras opções com condições melhores, ainda sem muitos detalhes.
  • O programa para adimplentes não permitirá saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e terá público-alvo mais segmentado, não abrangendo quem ganha até cinco salários mínimos.
  • Não há espaço fiscal para ampliar o FGO em até R$ 5 bilhões; a proposta utiliza R$ 2 bilhões já existentes mais R$ 5,7 bilhões em recursos esquecidos nos bancos para sustentar a renegociação.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou ao Valor que a rodada adicional do Desenrola Brasil voltada a adimplentes mira principalmente dívidas do crédito direto ao consumidor (CDC) sem garantia. O foco está nos endividados informais, com atenção também a dívidas do Fies em dia.

Segundo Durigan, há possibilidade de renegociação dessas dívidas com redução de juros, com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO). Para os bancos, o benefício é reduzir o risco de inadimplência, mesmo que o contrato esteja sendo honrado.

O governo estuda premiar os adimplentes com acesso a empréstimos habitacionais e outros produtos com condições melhores. A medida está em desenho pela pasta, sem detalhes de implementação.

Visão sobre o FGO e o tamanho do impacto

Duro de adiantar, o ministro afirmou que não há espaço fiscal para aportar até 5 bilhões de reais no FGO já autorizado por MP. A tendência é usar os 2 bilhões existentes no fundo mais cerca de 5,7 bilhões em recursos não utilizados nos bancos para sustentar a renegociação.

A ideia é facilitar a troca de dívidas caras por opções com juros mais contidos, mantendo a adimplência. O patamar de juros alvo ainda está em estudo, e a garantia do FGO é vista como elemento-chave para reduzir o risco para as instituições.

Durigan destacou que o Desenrola para inadimplentes, lançado em maio, já mostra que cerca de metade das dívidas renegociadas é quitada à vista. O objetivo do programa para adimplentes é evitar que pagamentos em dia caiam na inadimplência.

Contexto e cronograma

Durigan disse que a linha para adimplentes discute o lançamento em junho, com o desenho final sendo apresentado ao Palácio do Planalto após validação. O público-alvo do novo programa não será o grupo com renda de até cinco salários mínimos, diferente da linha para inadimplentes.

O ministro reforçou que a estratégia não visa incentivar a inadimplência, mas valorizar quem está em dia com as dívidas. Em paralelo, o governo analisa como tornar o custo do crédito mais baixo por meio de garantias adicionais e renegociação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais