- O dólar fechou em queda de 0,57% frente ao real, a R$ 5,0318, após oscilar entre R$ 5,0753 e R$ 5,0238 durante o dia.
- O técnico recuo ocorreu com menor aversão a risco global, devido a avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã e inflação nos EUA mais contida.
- O Brent fechou em alta de 0,49%, a US$ 92,70 o barril, ajudando a manter preços de energia elevados.
- O índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moedas fortes, caiu cerca de 0,20%, ficando próximo de 99,00 pontos.
- No mês, o dólar acumula alta de 1,60% frente ao real; no ano, as perdas são de 8,33%. A inflação nos EUA, medida pelo PCE e núcleo, ficou levemente abaixo das expectativas, ainda em torno de 3% na comparação anual.
O dólar fechou em queda nesta quinta-feira, 28, pressionado pela percepção de menor risco geopolítico e por dados de inflação nos EUA, mas permaneceu acima de 5,03 reais. O movimento acompanhou a tendência de moedas emergentes.
O real teve desempenho superior entre as principais moedas da região, recuperando parte do terreno perdido com ruídos políticos domésticos. Houve suporte adicional com petróleo em patamar elevado, o que ajuda a melhora dos termos de troca do Brasil.
À vista, o dólar oscilou entre alta momentânea na primeira metade do dia e território negativo ao longo do período, encerrando em baixa de 0,57%, aos 5,0318 reais. A mínima foi de 5,0238 reais.
O superintendente de câmbio do Banco Rendimento aponta que o mercado segue atrelado à chamada guerra diplomática entre EUA e Irã, que impacta o apetite ao risco e as traduções de política monetária.
Segundo ele, houve alívio após o acordo preliminar para prorrogar o cessar-fogo e abrir espaço para negociações sobre o programa nuclear iraniano. O efeito foi revertido por notícias sobre o caso político local envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.
Para além da volatilidade geopolítica, os preços do petróleo mostraram leve alta com o noticiário sobre o Oriente Médio. O Brent para agosto fechou em 92,70 dólares o barril, alta de 0,49%.
Analistas destacam que a conjuntura externa segura o dólar globalmente, mas ainda não favorece retorno do câmbio brasileiro à casa de 4,90 reais. Dados de inflação nos EUA mantêm-se próximos de 3% na comparação anual, acima da meta de 2%.
O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas, recuou no fim da tarde, para perto de 99,0 pontos. O movimento externo reforça a diferença entre o desempenho da moeda brasileira e o câmbio externo.
O indicador de inflação de gastos com consumo, o PCE, e seu núcleo, vieram ligeiramente abaixo das expectativas, ainda assim mantendo-se em torno de 3% ao ano. A leitura não alterou significativamente as expectativas de política do Federal Reserve.
No front externo, autoridades do Fed sinalizaram cautela. O presidente da instituição em Nova York ressaltou que a política monetária permanece um pouco restritiva, dada a elevada inflação de energia. Em St. Louis, o representante indicou possibilidade de alta adicional.
Esses componentes alimentam a leitura de que o mercado deve permanecer atento a novas informações sobre energia, negociações diplomáticas e dados de inflação nos EUA, com impactos diretos sobre o câmbio brasileiro.
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