- O dólar comercial fechou em R$ 5,032, queda de R$ 0,029 (-0,57%), após iniciar o dia em 5,07 reais; a mínima foi por volta das 15h15, em R$ 5,02.
- A bolsa brasileira encerrou em queda, com Ibovespa em 175.063 pontos, recuo de 0,39%, pressionado por Petrobras e pelo clima de juros no Brasil.
- O câmbio ganhou fôlego com sinais de avanço entre EUA e Irã para ampliar cessar-fogo no Oriente Médio e abrir caminho a negociações sobre o programa nuclear, reduzindo a demanda por ativos considerados seguros.
- Dados de inflação dos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor pessoal (PCE), veio levemente abaixo das expectativas, reforçando a percepção de inflação sob controle no país.
- O petróleo teve volatilidade, com Brent em US$ 92,70 por barril (+0,49%) e WTI em US$ 88,90 por barril (+0,25%), em meio aos relatos sobre o Oriente Médio.
O dólar caiu para 5,032 reais na sessão desta quinta-feira (28), enquanto a bolsa brasileira recuou 0,39%, em dia marcado pela redução das tensões no Oriente Médio e pela divulgação de inflação nos EUA. O movimento externa foi o principal driver do câmbio, com o real ganhando fôlego frente a moedas emergentes.
O recuo do dólar ocorreu mesmo com a agenda carregada de indicadores, e as operações começaram em 5,07 reais, dando espaço a um recuo até a mínima de 5,02 reais por volta das 15h15. Em maio, a moeda ainda acumula alta de 1,60%, e, em 2026, há queda de 8,33%.
Câmbio e petróleo
A moeda americana manteve trajetória de baixa durante a maior parte do pregão, alinhada aos ganhos de ativos de risco no exterior. O mercado reagiu à aproximação entre EUA e Irã para ampliar cessar-fogo e retomar negociações sobre o programa nuclear. Tal cenário reduz a demanda por ativos considerados seguros, como o dólar, beneficiando o real.
A divulgação do índice PCE americano, principal indicador de inflação utilizado pelo Fed, veio abaixo das expectativas, reforçando a percepção de controle inflacionário. Mesmo com sinais de desaceleração econômica, a inflação ainda preocupa, mantendo dúvidas sobre cortes de juros.
Ibovespa e Petrobras
O desempenho da bolsa ficou atrás dos índices de Nova York, que operaram em patamar positivo. O Ibovespa fechou em queda, pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, que caíram diante da volatilidade do petróleo. Os papéis preferenciais recuaram 0,72%, e os ordinários registraram queda de 1,16%.
Acompanharam a volatilidade o desempenho do petróleo e o anúncio de reajuste de gasolina pelas refinarias da estatal. No âmbito macro, investidores observaram indicadores de inflação e a evolução da taxa Selic, com expectativas de cortes ainda incertas diante da inflação elevada.
Petróleo e perspectivas
O preço do Brent fechou em US$ 92,70 o barril, alta de 0,49%, enquanto o WTI subiu 0,25%, para US$ 88,90. A possibilidade de reabrir plenamente o Estreito de Ormuz pressionou levemente as cotações, mas a instabilidade regional manteve o fechamento em alta moderada. A Reuters contribuiu com os relatos.
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