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Engenheiro do Google é acusado de uso de dados privilegiados na Polymarket

Engenheiro do Google é acusado de insider trading na Polymarket por apostar na busca mais popular de 2025, com ganhos acima de US$ 1 milhão e fiança de US$ 2,25 milhões

Polymarket é uma das principais plataformas de apostas em eventos futuros, os chamados mercados de previsão. (Foto: Graeme Sloan/Bloomberg)
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  • Engenheiro de software do Google foi acusado de insider trading na Polymarket por ter ganho mais de US$ 1 milhão ao apostar quem seria a pessoa mais procurada na internet em 2025.
  • A acusação foi apresentada em tribunal federal de Nova York na quarta-feira; Spagnuolo, de 36 anos, ficou em liberdade mediante fiança de US$ 2,25 milhões.
  • O caso ocorre em meio a preocupações crescentes sobre apostas baseadas em informações confidenciais em mercados de previsões.
  • Segundo a denúncia, o engenheiro tinha acesso a dados de buscas da Google e apostou que a pessoa mais procurada em 2025 seria o cantor D4vd; ele usava o nome de usuário “AlphaRaccoon” no Polymarket.
  • A Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) moveu ação civil paralela, buscando penalidades e a devolução de lucros obtidos de forma ilícita; a Polymarket informou que está reforçando mecanismos de detecção de insider trading.

Um engenheiro de software do Google foi acusado de insider trading na plataforma Polymarket, onde teria ganho mais de US$ 1 milhão ao apostar qual seria a busca mais popular do ano anterior. A denúncia foi apresentada nesta semana em tribunal federal de Nova York. Spagnuolo, de 36 anos, foi solto sob fiança de US$ 2,25 milhões. Seu advogado não comentou as acusações.

O caso ocorre em meio a preocupações crescentes sobre uso de informações privilegiadas em mercados de previsões. Em fevereiro, outro caso semelhante envolvendo um sargento das Forças Especiais dos EUA ganhou atenção. Promotores apontam que Spagnuolo teve acesso a dados internos da Google que indicavam tendências de buscas.

Envolvimento e detalhes do processo

Segundo a denúncia, o italiano Michele Spagnuolo entrou no Google em 2014 e tinha acesso a dados de buscas de usuários. Ele apostou que a pessoa mais buscada em 2025 seria o cantor D4vd, citando a plataforma Polymarket, na qual operava como “AlphaRaccoon”.

Ao anunciar publicamente que D4vd seria a busca mais buscada, os promotores afirmam que Spagnuolo teria obtido cerca de US$ 1,2 milhão em ganhos. A Google afirmou que o funcionário acessou material de marketing disponível a todos, mas que usar informações confidenciais para apostar viola políticas da empresa e que ele foi afastado.

A denúncia também indica que Spagnuolo tentou ocultar as apostas por meio de serviços que aumentam a privacidade de transações em criptomoedas. A conta dele desapareceu do mercado após rumores de insiders da Google negociarem antes do anúncio.

Ações regulatórias e desdobramentos

A CFTC moveu ação civil paralela buscando penalidades e a devolução de lucros obtidos de forma ilícita. A agência informou que uma conta usada por Spagnuolo utilizou documento de identidade italiano. Depois que relatos sobre as negociações surgiram, ele teria alterado o nome de usuário.

A Polymarket informou que reforça combate ao insider trading e que trabalha com Chainalysis, Palantir e TWG AI para detectar atividades suspeitas. A empresa afirmou ter sinalizado outros operadores presos recentemente nos EUA e destacou avanços na fiscalização do setor.

O caso, identificado como US v. Spagnuolo, tramita no Tribunal Distrital dos EUA, no Distrito Sul de Nova York. A defesa não comentou as acusações. O Google reiterou que continuará cooperando com autoridades.

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