- Em maio, a exportação de petróleo do Brasil deve cair até cinquenta por cento em relação a abril, estimulado por imposto de exportação e maior uso doméstico.
- Até a terceira semana de maio, a média diária de embarques caiu 52%, para 216,7 mil toneladas por dia útil, projetando cerca de 4,5 milhões de toneladas no mês.
- O valor das exportações diárias ficou em US$ 152 milhões, uma queda de cerca de 24% ante abril, segundo a Secex.
- O governo impôs o imposto de exportação de 12% para conter a alta de preços e estimular a produção de derivados no país; compradores têm buscar reduzir o volume exportado.
- A Petrobras opera com o fator de utilização da capacidade de refino próximo de cem por cento, o que aumenta o processamento interno e reduz o petróleo disponível para exportação.
O Brasil registrou queda na exportação de petróleo em maio, com o imposto de exportação sendo aplicado para conter a alta dos preços internacionais e com maior uso doméstico do produto. Dados oficiais indicam que os embarques devem ficar próximos a 4,5 milhões de toneladas, ante 8,2 milhões em abril.
Segundo a Secex, a média diária de exportação até a terceira semana de maio caiu 52%, para 216,7 mil toneladas por dia útil. O valor em dólares dos embarques ficou em US$ 152 milhões por dia, queda de 24% frente ao mês anterior. A tendência pode reduzir receitas com vendas externas.
O governo instituiu o imposto de 12% sobre exportação de petróleo em março, como parte de medidas para conter a inflação de combustíveis e compensar renúncias fiscais. A ideia é manter preços estáveis e estimular a produção de derivados no país.
Analistas veem o efeito do consumo interno como fator dominante para o recuo. O Futuro da capacidade de refino da Petrobras, com utilização próxima de 100%, sustenta maior processamento interno, reduzindo o volume disponível para exportação.
O aumento da demanda doméstica, especialmente por diesel e querosene de aviação, vem de setores como agronegócio e indústria de transformação. Com isso, parte do petróleo bruto passa a ficar no mercado interno para abastecer as refinarias nacionais.
Em março a produção do Brasil atingiu recorde, com 4,25 milhões de barris por dia, e as exportações foram de 10,1 milhões de toneladas no mês, segundo a ANP e a Secex. A queda em maio ocorre após decisões judiciais relacionadas ao imposto de exportação.
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