Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Fintechs e bancos menores impulsionam alta da inadimplência, dizem analistas

Inadimplência no crédito ao consumidor acelera, puxada por fintechs e bancos menores; cheque especial atinge 15,5% em abril, aponta Abecs

Abecs: indicadores refletem movimento mais amplo no crédito às pessoas físicas, “não restrito ao cartão de crédito” — Foto: Reprodução / Facebook / Banco Original
0:00
Carregando...
0:00
  • Em abril, a inadimplência no cheque especial atingiu 15,5%, alta anual de 2,6 pontos percentuais, segundo a Abecs.
  • Analistas apontam que a piora está concentrada em fintechs e bancos menores; bancos tradicionais mostram maior resiliência.
  • O Goldman Sachs revisou dados de abril, apontando alta de 60 pontos base na inadimplência de cartões de crédito e piora de 40 pontos base em empréstimos pessoais; a deterioração foi mais forte em instituições menores (S3 e S4) e nos créditos pessoais em bancos maiores (S1).
  • A participação de mercado de instituições do grupo S2 cresceu: 100 pontos-base em cartões de crédito (agora 20,6%); 110 pontos-base em empréstimos pessoais (23%).
  • A Abecs afirma que a inadimplência reflete movimento mais amplo no crédito a pessoas físicas, não se restringe ao cartão de crédito, com alta em várias linhas, incluindo 15,5% no cheque especial e 9,3% no crédito total do cartão.

O que aconteceu: a inadimplência no crédito ao consumidor brasileiro vem aumentando, com destaques para fintechs e instituições menores, segundo relatórios do Itaú BBA e do Goldman Sachs. Bancos tradicionais mostram maior resiliência, conforme análise recente.

Quem está envolvido: fintechs, bancos digitais e demais instituições fora do grupo S1 estão influenciando o aumento, segundo o Itaú BBA. O Goldman Sachs aponta deterioração concentrada em S2 e, no crédito pessoal, em S1 e S3/S4 conforme o novo levantamento.

Quando e onde: os dados referem-se a abril, com divulgação inicial pelo Banco Central e atualizações subsequentes. A análise envolve o sistema financeiro brasileiro como um todo, com foco em cartões de crédito, empréstimos pessoais e cheque especial.

Por quê: a leitura dos bancos indica que o avanço de instituições fora do S1, aliada a perfis de clientes de renda mais baixa, explica parte da alta da inadimplência agregada. A avaliação também cita maior participação de bancos menores no mercado de crédito.

Desempenho por segmento

A Abecs divulgou que o cheque especial atingiu 15,5% de inadimplência em abril, alta de 2,6 p.p. em relação a 12 meses. O crédito pessoal não consignado subiu para 9,3%, avanço de 2,3 p.p.

No crédito para veículos, a inadimplência ficou em 6,1%, incremento de 1,2 p.p. Frente a março, o cartão de crédito atingiu 9,3% de inadimplência, elevação de 1,1 p.p. O relatório ressalta que o cartão é, em grande parte, instrumento de pagamento, com juros não determinantes para o saldo.

Participação de mercado e leitura dos bancos

O Goldman Sachs revê parcialmente o quadro, apontando deterioração mais forte no sistema como um todo, com ênfase em cartões de crédito de instituições S2 e S3/S4. Em abril, a inadimplência de cartões subiu 60 p.b, para 10,3% segundo dados revisados.

Entre empréstimos pessoais, o Goldman aponta alta de 40 p.b, com deterioração mais acentuada em bancos S1, cuja inadimplência subiu 70 p.b para 10,3%. A participação de mercado das instituições S2 em cartões avançou a 20,6% no acumulado de 2026 até abril.

Observações finais

A Abecs reforça que a inadimplência reflete movimento mais amplo no crédito a pessoas físicas, e não apenas no cartão. O relatório destaca ainda que o rotativo representa 2,7% do endividamento total, com duração média de 12,8 dias em abril, segundo o BC.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais