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Fintechs investigadas movimentaram R$ 26 bilhões em operações atípicas

Operação Fluxo Oculto mira lavagem de dinheiro do PCC; seis fintechs movimentaram R$ 26 bilhões em operações atípicas, com 59 mandados de busca e apreensão

Receita Federal e Polícia Federal deflagram operação Recidere contra remessa ilegal de dinheiro para o exterior. Foto: Polícia Federal
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  • Seis fintechs são investigadas na Operação Fluxo Oculto, que aponta movimentação de R$ 26 bilhões em operações atípicas, ligados ao PCC.
  • A ação, realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal, mira lavagem de dinheiro do PCC por meio dessas fintechs.
  • Em coletiva, o secretário especial da Receita, Robinson Sakiyama Barreirinhas, informou que uma das empresas movimentou mais de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo.
  • A operação é a segunda fase da Carbono Oculto, e foi deflagrada em cinco estados: São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
  • O MP aponta que o PCC se reorganizou e ampliou o uso de fintechs, agora com seis instituições, atuando por meio de contas-bolsa, com 59 mandados de busca e apreensão cumpridos.

O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram, nesta quinta-feira (28), a Operação Fluxo Oculto. Seis fintechs foram alvo de investigação por possível lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Juntas, elas movimentaram cerca de R$ 26 bilhões em operações atípicas. A ação ocorreu em cinco estados.

A operação, que é a segunda fase da Carbono Oculto, teve 59 mandados de busca e apreensão cumpridos. O objetivo é identificar a origem e o destino de recursos usados para camuflar operações financeiras ilícitas. O foco é o fluxo de dinheiro envolvendo as fintechs.

Segundo o secretário especial da Receita, Robinson Sakiyama Barreirinhas, houve um avanço importante após mudanças regulatórias em fintechs no ano passado. A partir disso, as autoridades conseguiram mapear transações com maior transparência e rastreabilidade.

PCC se reorganiza e amplia uso de fintechs

O Ministério Público aponta que o PCC não abandonou a lavagem de dinheiro nem o desvio de nafta após a Carbono Oculto. A facção reorganizou operações e passou a usar mais fintechs para movimentação de recursos.

Antes, o PCC utilizava três fintechs; com a reestruturação, o grupo passou a atuar por meio de seis instituições adicionais. As contas utilizadas, conhecidas como contas-bolsa, facilitavam o ocultamento de valores.

Enquanto a investigação avança, as apurações apontam que as fintechs operavam por meio de contas abertas em bancos tradicionais. As análises de origem e destino dos recursos continuam em curso para esclarecer o complexo esquema.

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