- Funcionário do Google afastado foi preso sob acusação de usar informações internas para ganhar cerca de US$ 1,2 milhão em apostas na plataforma Polymarket, equivalente a ~R$ 6 milhões, conforme justiça dos Estados Unidos.
- De acordo com a denúncia da Justiça de Nova York, o engenheiro de segurança Michele Spagnuolo acessava materiais de marketing internos que, segundo o processo, não poderiam ser usados para apostas em mercados de previsão.
- Spagnuolo se cadastrou na Polymarket em 2024 e, desde então, fez várias apostas ligadas ao Google, com ganhos relacionados a previsões de pessoas mais buscadas em 2025.
- Segundo o processo, ele apostou no músico D4vd como o nome mais pesquisado do ano, com base em informações internas obtidas antes do público; o caso também cita uma acusação não confirmada de assassinato de uma adolescente associada a esse tema.
- O réu gastou cerca de US$ 2,7 milhões em apostas entre outubro e dezembro de 2025; Spagnuolo foi solto após pagamento de fiança de US$ 2,5 milhões, enquanto o Google afirmou afastar o funcionário e cooperar com as autoridades; a Polymarket reforçou a transparência de negociações em blockchain e colaboração com a apuração.
O empregado do Google Michele Spagnuolo foi preso nos EUA sob suspeita de usar dados internos para apostar e lucrar com a Polymarket, totalizando US$ 1,2 milhão. Ele foi afastado pela empresa durante as investigações.
Segundo a acusação, o engenheiro de segurança da informação acessava materiais de marketing confidenciais da Google e os utilizava para fazer previsões no mercado de previsões com criptomoedas. Ele teria começado a prática após ingressar na Polymarket em 2024.
As apurações apontam que Spagnuolo realizou diversas apostas ligadas ao Google, com ganhos significativos. O valor total de apostas entre outubro e dezembro de 2025 foi de cerca de US$ 2,7 milhões, todas relacionadas à organização onde trabalha.
Investigação e resposta das partes
A Justiça dos EUA afirma que Spagnuolo conhecia o resultado das apostas antes do público, por possuir acesso a dados internos. Após os ganhos, o acusado teria tentado encobrir o uso indevido de informações.
O Google informou colaboração com as autoridades e confirmou o afastamento do funcionário. A Polymarket disse que suas operações em blockchain são transparentes e que cooperou com a apuração do caso.
Spagnuolo nega as acusações e foi liberado após pagamento de fiança de US$ 2,5 milhões. O processo envolve crimes de fraude eletrônica, fraude de commodities e lavagem de dinheiro.
O caso repercute no setor de plataformas de previsão, que passaram a enfrentar maior escrutínio regulatório e penalidades para uso de informações privilegiadas.
Entre na conversa da comunidade