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Governo de MG anuncia preço da Copasa para atrair sócio estratégico

Preço mínimo secreto de R$ 47,23 por ação sugere âncora estratégica na privatização da Copasa, com acordo de 30% da empresa e lock-up de quatro anos

Governo de MG abre preço “secreto” da Copasa para atrair sócio estratégico
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  • Governo de Minas Gerais revelou o preço mínimo por ação da Copasa: R$ 47,23, 7% abaixo do fechamento de ontem (R$ 50,75) e 20% abaixo da máxima histórica de abril (R$ 60,35).
  • Processo de privatização está com um segundo round para atrair investidores estratégicos, após ofertas abaixo do piso mínimo na primeira rodada.
  • O preço mínimo permanece secreto, e só seria divulgado após a liquidação da oferta; a definição ficou a cargo do Comitê de Coordenação e Governança de Estatais e precisa da aprovação do governador.
  • A ausência de um âncora pode complicar a transição da Copasa de estatal para empresa privada e impactar o apetite do mercado; a Copasa chegou a cair até 7% no pregão.
  • O investidor de referência deverá comprar 30% da empresa e terá lock-up de 100% das ações por quatro anos e de 50% até 2033; bancos coordenadores da oferta são BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America, Citigroup e UBS BB.

O Governo de Minas Gerais revelou o preço mínimo que pretende receber pelas ações da Copasa, abrindo um segundo round de investidores estratégicos para a privatização. O valor foi fixado em R$ 47,23 por ação, 7% abaixo do fechamento de ontem (R$ 50,75) e 20% abaixo da máxima histórica de abril (R$ 60,35). A divulgação ocorreu após a primeira rodada de ofertas ficar aquém do piso.

Segundo fontes, o preço mínimo era mantido em sigilo até a liquidação da oferta, e a definição ficou a cargo do Comitê de Coordenação e Governança de Estatais, com aprovação do Governador Mateus Simões. Até hoje, nem os bancos assessores tinham acesso ao número.

A tentativa de desestatização enfrentou recuos de propostas da Equatorial Energia e de um grupo formado pela Aegea, GIC, Itaúsa e Equipav. O valor das propostas não foi divulgado, mas ficou próximo do piso desejado, segundo apuração do Brazil Journal.

Pelo formato, o Governo poderia ter seguido com a venda pulverizada caso as ofertas fossem inferiores ao mínimo, sem âncora estratégica. Contudo, a ausência de um sócio estratégico dificultaria a transição da Copasa, com necessidade de capex multibilionário nos próximos anos.

O preço mínimo secreto visa evitar desvalorizações bruscas no mercado, assegurando participação de referência. O investidor de referência da Copasa deverá adquirir 30% da empresa, com lock-up de 100% por quatro anos e de 50% até 2033.

Os bancos coordenadores da oferta são BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America, Citigroup e UBS BB. A privatização envolve etapas regulatórias e jurídicas, com acompanhamento público e monitoramento de órgãos de controle.

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