- Governo do Distrito Federal vai tomar empréstimo de R$ 6,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos para capitalizar o Banco de Brasília (BRB).
- O dinheiro será garantido por um consórcio de bancos e por repasses do governo federal, e será usado para recompor o capital do BRB após operações com o Banco Master.
- O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, em um caso considerado o maior esquema de fraude bancária da história do país; o BRB chegou a comprar carteiras de crédito do Master, avaliadas em R$ 21,9 bilhões.
- O acordo ocorreu após o governo federal flexibilizar regras para permitir um empréstimo desse porte; o presidente Lula rejeitou a ideia de socorro financeiro direto da União.
- Os recursos devem integrar o aumento de capital aprovado pelos acionistas do BRB, de R$ 8,8 bilhões, com o banco também buscando venda de ativos para cobrir o rombo.
O governo do Distrito Federal pretende obter empréstimo de 6,5 bilhões de reais junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para socorrer o Banco de Brasília (BRB). O objetivo é recompor o capital da instituição. A informação foi anunciada em Brasília na quinta-feira.
O financiamento será garantido por um conjunto de bancos participantes do FGC e por repasses diretos do governo federal, conforme explicou o advogado-geral substituto da União, Flavio Roman. O acordo depende de garantias de, aproximadamente, 1 bilhão de reais de cada instituição envolvida.
O BRB acumula déficit de capital decorrente de operações com o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro, em meio a denúncias de fraude. A medida busca evitar crise de liquidez no banco distrital.
Segundo fontes, as tratativas ainda preveem que os 500 milhões restantes do montante sejam distribuídos entre outras instituições que integram o FGC. O objetivo é ampliar o capital do BRB para sustentar as operações.
O acordo dependeu da flexibilização de regras federais que permitiram ao DF contratar um empréstimo desse porte. A esfera federal negou qualquer forma de socorro direto, mantendo a linha de apoio sob condições específicas.
O BRB já aprovou, em abril, um aumento de capital de 8,8 bilhões de reais, com parte dos recursos acionários sendo financiada pelo empréstimo. A instituição também tem vendido ativos para reduzir o rombo herdado do Master.
Entre as informações em andamento, está a recuperação de ativos recebidos do Master, incluindo carteiras de crédito adquiridas pelo BRB. As autoridades tentam restabelecer a liquidez do banco sem recorrer a socorro direto da União.
A situação envolve ainda a prisão do ex-presidente do BRB, ligado a denúncias envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, CEO do Master, por suposto favorecimento nas operações entre as duas instituições.
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