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Inadimplência e endividamento das famílias permanecem altos em abril, aponta BC

Inadimplência no crédito livre sobe para 5,8% em abril; endividamento das famílias cai para 49,8%, sinalizando continuidade da pressão financeira

(Foto: Nataliya Vaitkevich/Pexels)
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  • Inadimplência no crédito com recursos livres para pessoas físicas ficou em 7,2% em abril, com alta de 0,1 p.p.; o endividamento das famílias chegou a 49,8%.
  • A inadimplência do total do Sistema Financeiro Nacional foi de 4,4% em abril, estável para empresas (2,8%) e em alta para pessoas físicas (5,4%).
  • O Indicador de Custo do Crédito (ICC) ficou em 24,3% ao ano em abril; a taxa média de juros das concessões foi 33,8% ao ano e o spread bancário chegou a 22,6 p.p.
  • A taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas atingiu 49,5% ao ano; destaque para crédito pessoal não consignado e cartão de crédito rotativo.
  • Concessões nominais em abril totalizaram R$ 691,5 bilhões, crescimento de 2,1% na série sazonal; no acumulado em doze meses, as concessões subiram 8,8%.

O Banco Central informou que inadimplência e endividamento das famílias permaneceram elevados em abril. No total do Sistema Financeiro Nacional (SFN), a inadimplência atingiu 4,4% da carteira, com leve alta mensal.

No crédito com recursos livres, contratado diretamente junto às instituições financeiras, a inadimplência ficou em 5,8% da carteira, ante 5,7% em março. Em doze meses, houve alta de 1,0 p.p. nessa linha.

Entre pessoas físicas, a inadimplência subiu para 7,2% no mês, enquanto as pessoas jurídicas registraram 3,6% em atraso. Em termos de evolução anual, os atrasos para pessoas físicas avançaram 0,2 p.p. e para jurídicas, 0,1 p.p.

O endividamento das famílias, por sua vez, recuou de 49,9% para 49,8% do total da renda disponível, mas permanece 0,8 p.p. acima do observado há 12 meses.

O comprometimento de renda das famílias caiu 0,3 p.p. no mês, porém subiu 1,3 p.p. em doze meses, totalizando 29,3% da renda. Esse indicador acompanha o nível de comprometimento com as dívidas.

Custos do crédito e juros

O Indicador de Custo do Crédito (ICC) ficou em 24,3% ao ano em abril, com alta de 0,2 p.p. frente ao mês anterior. Em doze meses, o avanço é de 1,4 p.p.

A taxa média de juros das concessões foi de 33,8% ao ano, impulsionada por altas de 0,6 p.p. no mês. O spread bancário registrou aumento de 0,7 p.p. em 30 dias, chegando a 22,6 p.p.

No crédito livre, as taxas médias estão significativamente mais altas: 49,5% ao ano em abril. O mês trouxe alta de 1,2 p.p. e o acumulado de 12 meses registra 4,5 p.p. de alta.

Para pessoas jurídicas, a taxa média ficou em 25,3% ao ano, com elevação de 0,5 p.p. no mês. Entre pessoas físicas, a taxa média atingiu 63,0% ao ano, puxada por aumentos em crédito pessoal não consignado e no cartão de crédito rotativo.

Concessões nominais em abril somaram 691,5 bilhões de reais, crescimento de 2,1% frente ao mês. Houve expansão de 5,2% nas operações com empresas e estabilidade entre famílias.

No acumulado de 12 meses até abril, as concessões nominais avançaram 8,8%, com aumentos de 8,6% em operações com mãos de empresas e 8,9% nas familiais.

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