- O concentrado de whey protein (WPC 80) subiu cerca de noventa por cento no último ano, chegando a vinte mil euros por tonelada métrica.
- A demanda expandiu o uso do whey além de shakes, chegando a ser ingrediente de refrigerantes, como os da marca Moving.
- No Brasil, o preço da proteína concentrada fica em torno de US$ vinte e cinco por quilo, e a proteína isolada sai por cerca de US$ trinta e cinco; a produção nacional é insuficiente e parte da matéria-prima é importada.
- A produção de whey depende do leite de queijo mozarela, o que limita a oferta conforme o consumo de queijo não cresce.
- A busca por produtos mais saudáveis e a maior demanda por suplementos têm impulsionado o uso do whey em diversos alimentos, além de bebidas, com impacto nos preços e na composição de itens do varejo.
O preço do concentrado de proteína do soro de leite, conhecido como whey protein, subiu 90% no último ano, atingindo 20 mil euros por tonelada (WPC 80), segundo a StoneX. O avanço acompanha a demanda por alimentação mais saudável.
A disseminação do whey inclui o uso como ingrediente em refrigerantes da marca Moving, ampliando o leque de aplicações para além de shakes e barras. A indústria aponta menor disponibilidade nacional e forte dependência de importação.
Grande parte da oferta mundial é regulada por grandes fornecedores; não há cotação oficial, o que dá poder de barganha aos grandes compradores. O nível de pedidos impacta o preço, porém variações são limitadas, segundo o setor.
Para o Brasil, o quilo de WPC 80 fica em torno de US$ 25, enquanto a proteína isolada (WPI) chega a US$ 35. O custo de fabricação é elevado, com necessidade de 100 a 200 litros de soro para produzir 1 kg de whey, explicam executivos.
Produzido a partir do soro de queijo mozarela, o whey não pode ser obtido apenas por esse ingrediente, segundo Charles Formigari, CEO da Nutrata Suplementos. A demanda vem crescendo conforme o uso em biscoitos, pães, massas para pizza e outros produtos.
No varejo brasileiro, o consumo de suplementos como whey protein e creatina disparou 440% nos últimos meses, aponta a Scanntech. Hoje, embalagens de 900 g costumam custar entre R$ 120 e R$ 150, indicando ritmo acelerado de adoção entre consumidores.
Dados de 2025 mostram que alimentos perecíveis foram a única cesta a crescer, puxados por proteínas, frutas, legumes e verduras. A ascensão de canetas emagrecedoras também influencia hábitos de consumo, com maior foco na saciedade e na oferta de proteínas.
(Com Reuters)
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