- O modal rodoviário responde por cerca de 65% da movimentação de cargas no Brasil, mas concentra a maior parte das emissões devido à baixa eficiência operacional.
- O desperdício ocorre antes da circulação do veículo, com frete-retorno, tempo parado e má roteirização elevando consumo de diesel.
- Viagens vazias chegaram a 16,7% da quilometragem nos EUA em 2024, destacando o impacto do frete-retorno nas emissões (aproximadamente 76 milhões de toneladas de CO₂ por ano).
- Desempenho da frota e infraestrutura pesam: 32% da frota tem mais de 16 anos, 300 mil caminhões circulavam com mais de 20 anos em 2024, e a má conservação de rodovias gerou desperdício de mais de 1,2 bilhão de litros de diesel em 2025.
- Medidas imediatas incluem melhoria de planejamento logístico, telemetria, consolidação de carga e renovação gradual da frota; o governo lançou em 2026 o Move Brasil para incentivar substituição por modelos mais eficientes.
O transporte brasileiro continua a emitir grande parte de seus gases por falhas na eficiência operacional. Caminhões percorrem trechos vazios, aguardam cargas e enfrentam rotas mal planejas, elevando consumo de diesel e custos logísticos. A avaliação aponta que melhorias rápidas podem reduzir emissões sem depender de mudanças tecnológicas de longo prazo.
Especialistas destacam que o problema começa antes do veículo sair. Tempo de carregamento prolongado, retorno sem carga, manutenção inadequada, pneus mal calibrados e uso ineficiente das rotas elevam o consumo por tonelada transportada. O desperdício é agravado pelo frete-retorno, caminhões circulando sem carga.
A discussão envolve dados de evidência internacional e medidas locais. O relatório ATRI aponta que 16,7% das viagens nos EUA em 2024 foram vazias, gerando emissões significativas. No Brasil, a CNT aponta gargalos na infraestrutura que elevam o custo operacional e as emissões no transporte rodoviário.
Desperdício e emissões associadas
O estudo cita que a má conservação de rodovias provocou desperdício de diesel estimado em 1,2 bilhão de litros em 2025, com 3,17 milhões de toneladas de CO₂ correspondentes. Queda de problemas estruturais ainda não foi suficiente para reduzir o custo logístico.
Medidas e impactos esperados
Técnicas como roteirização inteligente, monitoramento de frota e consolidação de carga já mostram potencial de economia de combustível. Telemetria e integração logística ajudam a frear marcha lenta, desvios de rota e acelerações bruscas, reduzindo emissões.
Renovação de frota e políticas públicas
A renovação da frota surge como caminho direto de ganho de eficiência. Dados de 2024 indicam envelhecimento do parque, com maior proporção de caminhões com mais de 16 anos. O Move Brasil, lançado em 2026, oferece linhas de crédito para substituição por modelos mais eficientes.
Panorama econômico e contexto estratégico
Custos logísticos representam cerca de 18% do PIB, segundo o ILOS, número que eleva a urgência de melhorar a eficiência. A visão do setor é de combinar eficiência operacional, melhoria da infraestrutura, renovação gradual da frota e tecnologias de baixo carbono para reduzir emissões e manter a competitividade.
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