Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Jovens enfrentam escassez de empregos; já se candidataram a mais de 400 vagas

Mais de um milhão de jovens com menos de 24 anos estão sem emprego nem formação, enfrentando barreiras para entrar no mercado de trabalho

Zaynah says she's applied for around 200 jobs in the last year
0:00
Carregando...
0:00
  • Mais de um milhão de jovens com menos de 24 anos estão sem emprego ou sem formação que os leve a uma vaga, classificado como “geração perdida” pelos especialistas.
  • Zaynah, 24, deixou a faculdade há um ano e já pediu mais de duzentos empregos, sem retorno; participa de um programa beneficente de seis semanas chamado Spear para ganhar confiança.
  • Luke, 23, formado em design de produto, enviou mais de quatrocentas candidaturas e enfrenta formulários repetidos; recorre ao Universal Credit e diz que o processo é deprimente e frustrante.
  • Luke aponta que a automação e a falta de experiência dificultam a entrada no mercado: é visto como superqualificado para funções básicas, o que atrapalha quando ele tenta vagas de nível inicial.
  • Tarun, de dezoito anos, interrompeu os estudos após a morte da avó e, sem oportunidades de trabalho ou educação, passou a usar o rap como forma de motivação e ocupação.

A segunda geração de jovens enfrenta uma escassez de oportunidades. Mais de um milhão de pessoas com menos de 24 anos estão sem emprego ou sem um curso formativo que os encaminhe para o mercado de trabalho. Especialistas chamam o grupo de geração perdida.

Três jovens nessa situação compartilham relatos sobre os obstáculos diários para entrar no mercado de trabalho, entre reiterações de candidaturas, processos online repetitivos e a distância entre formação e experiência prática.

Desafios e impactos

Zaynah, 24 anos, participa de um programa beneficente de seis semanas que busca aumentar a confiança após deixar a faculdade. Ela já enviou mais de 200 candidaturas e não recebeu retorno de empregadores. A dificuldade em falar com pessoas é citada como entrave.

Ela tinha eczema, o que afetou a sua relação com atividades como nail art. Hoje tenta vagas em maquiagem, principalmente no varejo. A jovem relata que a timidez antiga dificultava conversas em entrevistas e que a experiência limitada limita as oportunidades.

Luke, 23, formado em design de produto pela Central St Martins, já enviou mais de 400 candidaturas sem conseguir emprego estável. Ele critica o processo de candidatura online, que exige informações repetidas em formulários diferentes.

O recém-saído da universidade observa que, ao buscar vagas de início, enfrenta a falta de experiência necessária ou a percepção de estar superqualificado para funções básicas. Rejeições repetidas contribuíram para sentimentos de desânimo e frustração com o sistema.

Além disso, Luke comenta que o uso de benefícios, como o Universal Credit, se tornou comum desde março do ano anterior. O ambiente de agências de emprego é denunciado como deprimente para quem está buscando uma primeira oportunidade.

Barreiras adicionais

Tarun, 18, viu a interrupção dos estudos após a morte da avó, ocorrida durante uma viagem à Índia. Ao retornar, ficou sem um caminho claro e passou por várias tentativas frustradas de conseguir trabalho e educação.

Ele chegou a tentar cursos de reparos hidráulicos, mas precisou interromper por motivos familiares. Sem experiências anteriores, enfrentou repetidas negativas por falta de percurso profissional, o que o fez buscar alternativas criativas, como a música, para manter a motivação.

Tarun afirmou que a falta de apoio externo o levou a se automotivar, encontrando na rima e na produção de músicas uma forma de ocupação e estímulo pessoal durante a busca por oportunidades.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais