- O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nobrega afirmou que a Constituição de 1988 foi o maior desastre econômico da história e a raiz dos problemas fiscais do Brasil.
- Segundo ele, a ideia central da Constituição foi reduzir desigualdades por meio do aumento do gasto público, ao invés de investir em produtividade.
- Maílson comparou o Japão? Não, citou que, enquanto os Estados Unidos cresceram trinta e sete por cento nos últimos doze anos, o Brasil avançou apenas doze anos? (erro) Vamos corrigir: — afirmou que o Brasil cresceu quinze por cento no mesmo período, frente a trinta e sete por cento dos EUA.
- A previsão é de que o espaço para gastos do orçamento seja consumido por despesas obrigatórias no próximo ano, tornando a situação fiscal insustentável.
- Ele informou que não há perspectiva de ajuste fiscal entrar no debate eleitoral, o que pode levar o país a uma crise fiscal e recessão.
Maílson da Nobrega, ex-ministro da Fazenda, afirmou nesta quinta-feira, 28, que a Constituição de 1988 é a raiz dos problemas fiscais do Brasil e representa o maior desastre econômico da história. O comentário ocorreu durante o Pine Macro Day, fórum promovido pelo banco Pine, do qual ele é membro do conselho.
Segundo o ex-chefe da Fazenda, a Constituição privilegiou o aumento do gasto público para reduzir desigualdades, em vez de estimular ganhos de produtividade. Ao comparar modelos, ele citou a China como referência de crescimento baseado em produtividade, contrastando com o Brasil, que teria enfatizado o gasto social.
Ele apontou que, nos últimos 12 anos, os Estados Unidos cresceram 37%, enquanto o Brasil avançou 15%. Afirmou que o espaço para gastos do orçamento tende a ser tomado por despesas obrigatórias no próximo ano, levando a uma situação fiscal insustentável e com risco de ruptura.
Contexto fiscal e perspectivas
Maílson disse que a hora da verdade está chegando, mas destacou a ausência de propostas de ajuste no debate eleitoral. Afirmou que a falta de orientação para ajustes pode agravar a crise fiscal e resultar em recessão econômica, caso não haja medidas estruturais.
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