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Mate orgânico aposta em rastreabilidade e ciclo de até seis anos

Mate orgânico no sul do Brasil: ciclo de até seis anos, rastreabilidade total e certificação internacional impulsionam expansão e consumo recorde

Imagem mostra plantação de erva-mate
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  • O mate orgânico no Sul do Brasil demanda ciclos de planejamento de até seis anos entre o desenvolvimento das mudas e a maturação da planta, com rastreabilidade e controle técnico para atender à demanda.
  • Em Paraná, a MegaMatte opera com fornecimento com Viva Mate, na região de Ivaí, mantendo estrutura verticalizada desde viveiro até o processamento; a produção já representa mais de 500 mil litros vendidos em 2025.
  • A planta Ilex paraguariensis leva dois a três anos para a primeira colheita e atinge maturidade plena aos seis anos, exigindo manejo contínuo, planejamento financeiro e estabilidade produtiva.
  • A certificação internacional é feita pela ECOCERT (França) e por entidades credenciadas no SisOrg, assegurando auditorias no campo, após a secagem e durante o envase, com rastreabilidade completa dos lotes.
  • A MegaMatte afirma que o mate orgânico já representa 15,2% do seu faturamento, chegando a mais de 16% no verão; em 2025 foram vendidos mais de 1 milhão de copos de 500 ml.

A produção de erva-mate orgânica no Sul do Brasil passou a exigir planejamento agrícola de longo prazo, rastreabilidade e controle técnico para atender à demanda por bebidas certificadas. No Paraná, a cadeia principal do setor leva até seis anos entre o desenvolvimento das mudas e a maturação da planta utilizada na fabricação de mate.

A rede MegaMatte, reconhecida pela oferta de bebidas com base de mate orgânico, tem ampliado a profissionalização da cadeia. A matéria-prima vem principalmente da região de Ivaí, no Centro-Sul do Paraná, com a Viva Mate mantendo uma estrutura verticalizada desde o viveiro até o processamento.

O processo envolve monitoramento de solo, manejo biológico e acompanhamento técnico permanente. A colheita é manual, com seleção das folhas para preservar a qualidade. Após a colheita, há secagem controlada e torração no caso do mate tostado, além de armazenamento em ambiente com controle de temperatura e umidade.

Certificação internacional e rastreabilidade

A produção orgânica passa por auditorias da certificadora ECOCERT e por entidades credenciadas no SisOrg, ligado ao Ministério da Agricultura. As inspeções garantem rastreabilidade desde o campo até o envase.

As verificações abrangem a cadeia de produção, incluindo o envase, assegurando lotes rastreáveis. Além do chá-mate tradicional, a rede também comercializa extratos líquidos e secos concentrados para padronizar bebidas.

Desempenho de mercado

Segundo a MegaMatte, o mate orgânico já corresponde a 15,2% do faturamento da rede e supera 16% no verão. Em 2025, a venda total ultrapassou a marca de 1 milhão de copos de 500 ml.

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