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Megaoperação apura seis fintechs da Faria Lima ligados ao crime organizado

Operação Fluxo Oculto mira seis fintechs da Faria Lima em esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis; 59 mandados em cinco estados

Avenida Faria Lima, em São Paulo: a taxação de dividendos impacta o centro financeiro do país
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  • A Receita Federal deflagrou a segunda fase da Operação Carbono Oculto, batizada de Fluxo Oculto, contra fraude, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com foco em seis fintechs suspeitas de adulteração de combustível com nafta.
  • São cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com participação de cerca de 135 servidores públicos e órgãos parceiros.
  • A ação mira o desmantelamento do esquema e a asfixia financeira, apontando lucros elevados na cadeia produtiva de combustíveis e uso de fintechs para dissimular recursos de origem criminosa.
  • Entre 2022 e 2025, as seis fintechs movimentaram mais de 26 bilhões de reais, com operações suspeitas de depósitos em espécie e contas abertas em outras instituições de pagamento, gerando dupla camada de ocultação.
  • Entre 2022 e 2024, uma dessas instituições recebeu depósitos de mais de 1 bilhão de reais em espécie; há ainda registros de transações em criptoativos equivalentes a pelo menos 365 milhões de reais ligados a lavagem para organizações criminosas.

A Receita Federal deflagrou, nesta quinta-feira, uma operação em parceria com o Gaeco de São Paulo contra um esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. O alvo são seis fintechs ligadas à região da Faria Lima, apontadas como integrantes do esquema de adulteração de combustível com nafta.

A ação, que avança na segunda fase da Operação Carbono Oculto, recebeu o codinome Fluxo Oculto. Ao todo, há 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Participam da operação cerca de 135 auditores-fiscais, analistas-tributários e servidores da Receita Federal, além de equipes de órgãos parceiros. Também atuam agentes da Secretaria da Fazenda de SP, da ANP, da Procuradoria-Geral do Estado de SP e das polícias Militar e Civil no estado.

Desdobramentos econômicos e operacionais

As investigações indicam que o esquema combinou lavagem de dinheiro com elevada rentabilidade na cadeia de combustíveis. O uso das fintechs permitiu camuflar recursos de origem criminosa e ampliar lucros, em prejuízo de consumidores.

As seis fintechs envolvidas movimentaram mais de 26 bilhões de reais entre 2022 e 2025. Foram identificadas operações suspeitas, como depósitos em dinheiro e contas abertas em outras instituições de pagamento, sugerindo dupla camada de ocultação.

Entre 2022 e 2024, uma das instituições investigadas recebeu depósitos em espécie superiores a 1 bilhão de reais. Também foram localizadas transações em criptoativos equivalentes a pelo menos 365 milhões de reais, associadas a empresas suspeitas de lavagem para organizações criminosas em operações vinculadas a outras investigações.

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