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Mercados caem; tensões no Oriente Médio elevam petróleo e EUA revisam crescimento

Mais de um milhão de jovens britânicos estão NEET, nível histórico, com potencial impacto de até £125 bilhões por ano na economia

Traders on the floor of the New York Stock Exchange.
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  • O número de jovens no Reino Unido sem educação, emprego ou formação (NEET) passou de 1 milhão pela primeira vez desde 2013, totalizando 1.012.000 entre 16 e 24 anos no trimestre jan-mar de 2026 (13,5% da população jovem), com alta de 89.000 em relação ao ano anterior e 55.000 ante o trimestre anterior.
  • Mercados globais recuam com a intensificação de hostilidades no Oriente Médio; FTSE 100 cai 0,9% e fica em 10.414 pontos, enquanto DAX e CAC recuam 0,5%.
  • Tensões envolvendo EUA e Irã elevam incertezas sobre o estreito de Hormuz; ações de defesa e ataques adicionais são relatados na região.
  • Produto interno bruto dos Estados Unidos teve crescimento revisado para 1,6% anualizado no primeiro trimestre de 2026, abaixo da estimativa inicial de 2%, com revisão para baixo em investimento e consumo, mas impulso de gastos do governo e exportações.
  • Governo britânico recebe alerta de que a crise de NEET pode custar até £125 bilhões por ano à economía e às finanças públicas, conforme relatório de Alan Milburn, reforçando a necessidade de mais oportunidades de emprego para jovens.

O mercado abre mais uma sessão em alta volatilidade, enquanto o Reino Unido registra queda na confiança global. Dados do Office for National Statistics mostram que o número de jovens NEET, entre 16 e 24 anos, atingiu 1,012 milhão no período de janeiro a março de 2026. Isso representa alta de 89 mil em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e 55 mil acima do trimestre final de 2025.

A taxa de NEET no mesmo período é de 13,5% entre os jovens. O aumento é visto como parte de uma crise que ganha contornos nacionais, com o relatório de Alan Milburn a caminho de publicação.

Mercado global em queda diante de tensões no Oriente Médio

As ações globais recuam diante do recrudescimento dos conflitos na região. No Reino Unido, o FTSE 100 cede cerca de 0,9%, aos 10.414 pontos. BAE Systems opera entre altas modestamente positivas, enquanto Shell e BP registram ganhos de olho no preço do petróleo.

Kuwait atribui a Iran a responsabilidade por ataques frustrados contra seu território, após ações dos EUA que atingiram instalações militares iranianas e derrubaram drones. Forças americanas disseram ter abatido quatro drones ao redor do estreito de Hormuz e atacado uma estação de controle terrestre em Bandar Abbas.

Conflitos regionais também impactam Europa

Na Europa, índices como DAX e CAC caem aproximadamente 0,5%. Analistas apontam que o sentimento inicial de alívio com o possível reaperto no estreito de Hormuz recuou diante de novas incertezas sobre tráfego marítimo e o programa nuclear.

Economia dos EUA: crescimento revisado para baixo

Do lado externo, o crescimento americano não atingiu a estimativa inicial. O BEA informou que o PIB dos EUA aumentou a taxa anualizada de 1,6% no 1º trimestre de 2026, contra 2,0% estimados anteriormente. A revisão reflete ajustes em investimento e consumo, ainda que a atividade pública e as exportações tenham contribuído positivamente.

Milburn aponta custo econômico de longo prazo da NEET

Um relatório governamental, encomendado por Milburn, sinaliza que a persistência da NEET pode impor custo significativo à economia britânica, estimando perda de até 125 bilhões de libras por ano. O estudo ressalta a necessidade de ampliar oportunidades de trabalho para jovens.

Reação sindical e políticas de emprego

O secretário-geral da TUC critica tentativas de atribuir a causa da crise a mudanças nas leis trabalhistas. Em entrevista, ele enfatiza que o aumento de salários mínimos para jovens não é a solução única, destacando que a cobertura salarial tem mostrado impactos positivos em empregos jovens conforme avaliações independentes.

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