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MP-SP deflagra operação contra esquema de fraudes no setor de combustíveis

MP-SP deflagra Operação Fluxo Oculto para apurar fraude, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com 55 mandados em quatro estados

— Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • MP‑SP, por meio do Gaeco, deflagrou a Operação Fluxo Oculto para investigar fraudes, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com atuação em quatro estados.
  • A ação cumpre cinquenta e cinco mandados de busca e apreensão e é desdobramento da Operação Carbono Oculto, com apoio de órgãos estaduais e federais.
  • A investigação aponta uso de fintechs, empresas-fantasma e fundos de investimento como um “banco paralelo” para compensações, pagamentos e ocultação de patrimônio.
  • Também há suspeitas de desvio de nafta petroquímica por meio de notas fiscais falsas de venda de solventes; o patrimônio de fundos ligados ao esquema chega a cerca de R$ 205 milhões, com crescimento acima de duzentos por cento em pouco mais de um ano.
  • Há indicação de uso de pessoas em situação de vulnerabilidade como laranjas na abertura de empresas de fachada, incluindo parentes e até presos.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quinta-feira a Operação Fluxo Oculto. A ação investiga fraude, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com atuação em quatro estados. Ao todo, são cumpridos 55 mandados de busca e apreensão com apoio de órgãos estaduais e federais. O caso é desdobramento da Operação Carbono Oculto.

A investigação aponta para a utilização de fintechs, empresas-fantasma e fundos de investimento como componentes de um banco paralelo. Esse mecanismo seria utilizado para compensações financeiras, pagamentos e ocultação de patrimônio, segundo os investigadores. Também há suspeitas de desvio de nafta petroquímica por meio de notas fiscais falsas de venda de solventes.

Segundo as apurações, o patrimônio de fundos ligados ao esquema chega a cerca de R$ 205 milhões, com crescimento superior a 200% em pouco mais de um ano. A apuração aponta ainda o uso de pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo parentes e até presos, como laranjas na abertura de empresas de fachada.

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