- Nova fase da Operação Carbono Oculto, batizada Fluxo Oculto, investiga adulteração de combustíveis, evasão fiscal e lavagem de dinheiro.
- Investigação aponta seis fintechs atuando como bancos paralelos, com movimentação superior a vinte e seis bilhões de reais nos últimos quatro anos.
- Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversas regiões de São Paulo e em outros estados, com cento e setenta policiais e trinta e oito auditores fiscais.
- Fintechs identificadas incluem Ceopag Instituição de Pagamento, America Payment, Sispay Instituição de Pagamento, Smart Solutions Instituição de Pagamento, YAW Instituição de Pagamento e Ello Gestora de Recursos.
- Autoridades dizem que a infiltração criminosa na economia formal envolve distribuidoras de combustíveis, postos e empresas financeiras para processar transações, transferir recursos e financiar atividades de operadores-chave.
A nova fase da Operação Carbono Oculto, batizada Fluxo Oculto, mira um esquema de adulteração de combustíveis, evasão fiscal e lavagem de dinheiro. As medidas envolvem autoridades federais e fiscais no estado de São Paulo, com apoio de equipes de segurança. O objetivo é desarticular redes financeiras do crime organizado.
Procuradores informaram que seis fintechs atuariam como bancos paralelos, movimentando mais de R$ 26 bilhões nos últimos quatro anos. A operação envolve protocolo de investigação que aponta infiltração criminosa na economia formal, especialmente via distribuidoras, postos e empresas financeiras.
As ações cumpriram 42 mandados de busca e apreensão em diversas regiões de São Paulo, com participação de mais de 170 policiais militares e 38 auditores fiscais estaduais. Mandados também foram realizados em outros estados.
Fintechs envolvidas
Dados de apuração apontam seis fintechs associadas ao esquema: Ceopag Instituição de Pagamento e grupo; America Payment SA; Sispay Instituição de Pagamento e grupo; Smart Solutions Instituição de Pagamento e grupo; YAW Instituição de Pagamento; Ello Gestora de Recursos Ltda. As empresas não haviam se manifestado até o momento.
Segundo a Receita Federal, parte das operações foi considerada atípica para fintechs, incluindo depósitos em dinheiro vivo. Uma das plataformas recebeu mais de R$ 1 bilhão em depósitos em espécie entre 2022 e 2024.
Os investigadores apontam que o esquema utilizava empresas de fachada para simular vendas de solventes e para lavar recursos entre veículos de investimento. A Justiça ainda não divulgou detalhes sobre prisões ou indiciamentos.
A ministra da Fazenda, ao comentar o avanço, destacou o fortalecimento do combate ao crime organizado por meio de medidas que visam o aperfeiçoamento da fiscalização financeira e o bloqueio de fluxos financeiros ilícitos. Bloomberg News confirmou as informações com fontes próximas às investigações.
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