- O Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco, deflagrou a Operação Fluxo Oculto para desarticular esquema de fraude, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, apontado como ecossistema criminoso.
- A ação cumpre sessenta e nove mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul.
- O grupo utilizava seis fintechs como bancos paralelos para compensações entre distribuidoras e postos, além do pagamento de colaboradores e despesas pessoais, ocultando os reais beneficiários.
- Foi identificado desvio de nafta petroquímica para a produção de combustíveis adulterados, por meio de empresas fantasmas abertas em nomes de parentes, pessoas em vulnerabilidade social e até detentos.
- A inteligência aponta lavagem de capitais em fundos de investimento, com quatro fundos somando patrimônio estimado em 205 milhões de reais; a operação mira duas administradoras e duas gestoras de recursos envolvidas no esquema.
Na manhã desta quinta-feira (28), o Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Gaeco, deflagrou a Operação Fluxo Oculto contra um suposto ecossistema criminoso no setor de combustíveis. A ação visa desarticular fraude, sonegação e lavagem de dinheiro vinculadas ao PCC. Foram cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados.
A investigação aponta a atuação de seis fintechs que funcionavam como bancos paralelos para a organização, facilitando compensações entre distribuidoras e postos, pagamentos a funcionários e despesas de operadores. O esquema permitia ocultar os reais beneficiários dos recursos.
Paralelamente, a operação apura o desvio de nafta petroquímica para a produção de combustíveis adulterados. Empresas-fantasmas, abertas em nomes de parentes, pessoas em vulnerabilidade social e até detentos, davam fachada às transações, com solventes vendidos de forma simulada.
Fintechs como plataforma financeira
A apuração revelou o uso de plataformas de pagamento próprias para movimentações internas, o que contribuía para o ocultamento do fluxo de caixa do crime organizado. Os recursos eram remanejados entre pontos de venda e estruturas administrativas, dificultando o rastreio.
Lavagem de dinheiro em fundos de investimento
A inteligência financeira do Gaeco e da Receita Federal identificou lucros deslocados para fundos de investimento, com quatro fundos estimados em patrimônio de cerca de R$ 205 milhões e crescimento superior a 200% em um ano. Além dos fundos, há apuração de duas administradoras e duas gestoras de recursos.
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