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Operação investiga fintechs por lavagem de quase R$ 26 bilhões de facções

Segunda fase da operação Carbono Oculto apura fintechs ligadas ao PCC, com movimentações suspeitas de quase R$ 26 bilhões e apreensões em cinco estados

Operação investiga se fintechs lavaram dinheiro de facções criminosas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • Segunda fase da Operação Carbono Oculto investiga fintechs suspeitas de lavar dinheiro do PCC, com relatos de movimentações próximas de 26 bilhões de reais.
  • Ação ocorreu nesta quinta-feira, em São Paulo, e também alcançou Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
  • Investigação aponta que o dinheiro de postos de combustíveis controlados pelos criminosos entrava em uma conta-bolsão, ocultando origem, destino e proprietários.
  • Desde a operação anterior, houve criação de empresas em nome de laranjas e busca por novas fintechs; seis instituições de pagamento foram identificadas após mudanças regulatórias.
  • Também há indícios de notas fiscais frias usadas por empresas de fachada com o objetivo de desvirar combustíveis (nafta) para gasolina, com estimativa de até 4 bilhões de reais em fraude.

Na manhã desta quinta-feira, 28 de maio de 2026, a Receita Federal e o Ministério Público deflagraram a segunda fase da Operação Carbono Oculto, em São Paulo. A ação investiga fintechs suspeitas de lavar dinheiro proveniente do PCC, com relatos de movimentações financeiras de quase R$ 26 bilhões.

As buscas atingiram prédios na região da Faria Lima, centro financeiro da cidade, e se estenderam para Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Participaram também a Secretaria da Fazenda, a Procuradoria-Geral, a Polícia Civil e a Polícia Militar, além da Receita Federal e da Agência Nacional do Petróleo.

A investigação aponta que o grupo retomou o esquema mesmo sob monitoramento, abrindo empresas por meio de laranjas, incluindo pessoas em situação de rua e condenados, e buscando novas fintechs. O dinheiro de postos de combustíveis controlados por criminosos entrava em uma conta-bolsa, ocultando origem, destino e proprietários.

Segundo promotores, desde agosto de 2025 as fintechs passaram a cumprir regras tributárias semelhantes às dos bancos, o que facilitou a identificação de seis instituições de pagamento que movimentaram o montante indicado. Uma delas movimentou mais de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo.

O Ministério Público ressalta que duas fintechs têm conexões com o PCC, uma ligada a um investigado da facção e a outra a um alvo de operações anteriores envolvendo a “máfia dos ônibus”. A reportagem aponta que há convergência entre diferentes grupos criminosos nos fluxos financeiros.

Além do sistema financeiro, a investigação aponta fraude fiscal no setor de combustíveis: produtoras de solventes emitiram notas fiscais frias para empresas de fachada, utilizadas para desviar combustíveis até terminais onde a nafta era misturada à gasolina. O valor total da fraude é estimado em até R$ 4 bilhões.

A apreensão de equipamentos, documentos e dinheiro em diferentes moedas ocorreu durante a operação. A Receita Federal afirma que, desde mid-2025, o combate a organizações criminosas tem ampliado o foco para criptoativos usados na lavagem de dinheiro.

Os chefes do grupo, Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, seguem foragidos. A defesa de ambos não se manifestou até o momento. A apuração segue para esclarecer destinação final dos recursos e vínculos entre as organizações criminosas.

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