- A operação Fluxo Oculto, realizada nesta quinta-feira (28) em cinco estados, aponta uso de fintechs pelo PCC para lavar bilhões de reais.
- As fintechs são empresas de serviços financeiros digitais que atuam como fachada ou “duto” para ocultar a origem e o destino dos recursos.
- O esquema usava contas-bolsões, que agregavam recursos de vários clientes em uma única conta, dificultando o rastreamento; prática proibida pelo Banco Central no ano passado.
- O investimento aponta um movimento total de R$ 26 bilhões, com cerca de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo, indicativo de lavagem de dinheiro.
- As fintechs ligavam diferentes facções criminosas, não apenas o PCC, e também estavam conectadas a um esquema de adulteração de combustíveis, com fraudes envolvendo postos de São Paulo.
Nesta quinta-feira (28), a Operação Fluxo Oculto revelou que o PCC utiliza fintechs para lavar bilhões de reais. A ação ocorreu em cinco estados e mira empresas que ocultam a origem de recursos derivados do tráfico de drogas e da adulteração de combustíveis.
As fintechs investigadas oferecem serviços financeiros digitais, parecidos com bancos pelo celular. No entanto, são apontadas como fachada ou duto para o crime organizado, com a criação de múltiplas contas para esconder a titularidade do dinheiro.
Foi identificado um esquema de contas-bolssões, que misturavam recursos de diversos clientes em uma única conta. Essa prática dificultava o rastreio de origem e destino do dinheiro, prática proibida pelo Banco Central no ano passado.
Fintechs sob suspeita e o montante movimentado
As investigações apontam que o esquema movimentou cerca de R$ 26 bilhões, sendo aproximadamente R$ 1 bilhão em dinheiro vivo, indicador de lavagem de dinheiro para evitar monitoramento eletrônico.
Conexões entre facções e o redesenho de operações
O Ministério Público aponta que as fintechs não atendiam apenas ao PCC, mas eram utilizadas por múltiplos grupos criminosos, indicando canais comuns para o escoamento de recursos ilícitos.
Ligação com o esquema de adulteração de combustíveis
A operação identificou que o PCC refinou fraudes em combustíveis, simulando compras de químicos enquanto entregava combustível comum em postos de São Paulo. O dinheiro dessas fraudes passava pelas fintechs e por fundos de investimento alvos da ação, para maquiar a ilegalidade.
Conteúdo produzido com base em apuração da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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