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Perspectivas do setor de energia no Brasil para a próxima década

PDE 2035 projeta alta de demanda de energia elétrica de 3,3% ao ano até 2035 e investimentos de cerca de R$ 597 bilhões para ampliar geração e transmissão

Energia elétrica: PDE 2035 prevê alta da demanda e expansão da matriz brasileira.
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  • O PDE 2035 prevê crescimento médio da demanda de energia elétrica de 3,3% ao ano nos próximos dez anos, de 680 TWh em 2025 para 939 TWh em 2035.
  • Região Nordeste deve registrar a maior expansão (3,7% ao ano); Sudeste/Centro-Oeste, 3,1% ao ano. O comércio e serviços tende a ser o principal motor do consumo, com 4,7% ao ano.
  • Investimentos estimados: R$ 374 bilhões em geração centralizada e R$ 106 bilhões em geração distribuída, para adicionar 110 GW de nova capacidade até 2035, aumentando o parque para 359 GW.
  • A participação das hidrelétricas pode cair de 44% para 32% da capacidade instalada, com a micro e minigeração distribuída crescendo de 40 GW para 78 GW (de 16% para 21,8%).
  • O Sistema Interligado Nacional (SIN) deverá ganhar cerca de 30 mil km de linhas adicionais, elevando a extensão total para cerca de 230 mil km, com quase R$ 117 bilhões em investimentos na transmissão.

O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) apresentaram a versão preliminar do PDE 2035, em consulta pública realizada entre fevereiro e março. O plano orienta o planejamento energético brasileiro para a década, sinalizando caminhos para o setor privado.

O PDE 2035 prevê alta na demanda por energia elétrica, com consumo anual médio de 3,3% até 2035. A projeção acompanha crescimento regional: Nordeste tende a 3,7% ao ano; Sudeste/Centro-Oeste, 3,1%.

Setorialmente, o comércio e serviços aparecem como o principal motor, com 4,7% de expansão anual. Residencial deve crescer 3% ao ano, e indústria, 2,8%.

Demanda de energia e investimentos

Para atender a esse aumento, o PDE estima investimentos de R$ 374 bilhões em geração centralizada e R$ 106 bilhões em geração distribuída ao longo do período. Ao todo, são 110 GW de nova capacidade instalada, elevando o parque de 249 GW para 359 GW em 2035.

A participação das hidrelétricas tende a cair, de 44% para 32% da capacidade instalada. Ao mesmo tempo, a micro e minigeração distribuída (MMGD) deve subir de 40 GW para 78 GW, passando de 16% para 21,8% da matriz.

Expansão da transmissão e transformação da matriz

A infraestrutura de transmissão receberá foco adicional. O SIN deve crescer de cerca de 200 mil km para 230 mil km em dez anos, acompanhando novas linhas e subestações. Os investimentos previstos somam quase R$ 117 bilhões, fortalecendo integração de fontes renováveis e o escoamento regional.

O PDE preliminar indica que o Brasil seguirá expandindo de forma significativa a matriz elétrica, com demanda crescente e investimentos expressivos em geração e transmissão.

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