- PIB do Brasil deve crescer 1,1% no primeiro trimestre de 2026, na margem.
- A leitura mostra avanço frente aos 0,1% do quarto trimestre de 2025, com estimativas entre 0,6% e 1,7%.
- Para o segundo trimestre, a mediana aponta alta de 0,5% na margem, com variação entre 0,0% e 2,3%.
- A projeção para o ano é de crescimento de 1,9%, com estimativas entre 1,5% e 2,2%.
- Analistas atribuem o desempenho à renda, mercado de trabalho aquecido e aos estímulos do governo, aliados ao desempenho da indústria e da agropecuária.
O PIB brasileiro deve acelerar no primeiro trimestre de 2026, com previsão mediana de alta de 1,1% na margem. A leitura representa ganho frente ao 0,1% registrado no último trimestre de 2025, segundo economistas ouvidos pelo Projeções Broadcast.
A perspectiva para o segundo trimestre aponta expansão de 0,5% na margem, com faixa entre 0,0% e 2,3%. Para o conjunto de 2026, a mediana indica crescimento de 1,9%, desacelerando em relação a 2025, que registrou 2,3%.
O cenário atual traz impulso pela renda e pela resiliência do mercado de trabalho, aliados a políticas públicas de estímulo à demanda do governo federal. Economistas destacam que a recuperação é disseminada, não dependente de um único setor.
Ponto de vista de analistas
Para Nicolas Borsoi, estrategista sênior da Tullett Prebon, o primeiro trimestre deve registrar cerca de 1,2% de crescimento, refletindo estímulos fiscais, crédito estável e um mercado de trabalho aquecido. A avaliação considera o BC com alta atividade econômica no período.
A economista-chefe Marcela Kawauti, da Lifetime Asset, aponta alta de 1% no trimestre, com componentes: agropecuária em 0,79%, serviços em 0,80% e indústria em 1,05%. Ela cita a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda como principal motor de alta nos serviços.
A instituição rabbit de Johns Hopkins? (informação ausente) acompanha o ritmo de recuperação, ressaltando desempenho firme da indústria com o ciclo de cortes da Selic. A agropecuária, segundo Kawauti, mostra queda relativa por comparação com o passado, mas o conjunto agrícola segue positivo pela safra.
Para o Rabobank, o PIB de cada trimestre aponta um crescimento próximo de 0,9% no primeiro tri, com a base de comparação do IBC-Br apontando expansão trimestral de 1,29%. O banco ressalta o efeito positivo da renda e do mercado de trabalho, apesar da volatilidade internacional.
Perspectivas para o ano
As projeções indicam que, em 2026, a economia brasileira pode crescer cerca de 1,8% a 2,2%, com media de 1,9%. O cenário inclui impactos do conflito no Oriente Médio, que podem tanto puxar a balança comercial quanto pressionar a atividade doméstica, dependendo do lado analisado.
Além disso, as estimativas consideram que medidas de estímulo e exportações mais fortes devem sustentar o ritmo de expansão. Economistas ressaltam a importância de acompanhar a evolução da renda real e do mercado de trabalho para confirmar o viés de alta.
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