- José Antonio Jainaga, presidente de Sidenor e de Talgo, classificou o fechamento de centrais nucleares na Espanha como “o maior desastre” e alertou sobre a redução de 19% da capacidade de geração do país.
- Ele argumentou que, com a atual incerteza geopolítica, a energia nuclear favorece a soberania energética e reduz dependência de importações, cobrando sensatez de autoridades para não ampliar o problema.
- Jainaga criticou os projetos de centros de dados no país, dizendo que consomem muita água e energia, geram poucos empregos duradouros e deslocam valor para fora do território.
- Ele mencionou que o uso de biometano eleva custos para fabricantes de aço e defendeu proteção à indústria, comparando tarifas com a Alemanha e destacando que, no Brasil, a energia pode chegar a cerca de cem euros por megawatt-hora, dependendo do modelo contratual.
- A representante da Redeia, Beatriz Corredor, participou do debate e Jainaga pediu que a CNMC receba um conjunto de medidas para reduzir a tarifa industrial, incluindo a eliminação de imposto de sete por cento sobre a geração; também houve menção a planos de interconexão com França via Navarra e Bizkaia.
José Antonio Jainaga, presidente da Sidenor e da Talgo, afirmou que o fechamento de centrais nucleares na Espanha é “o maior desastre” para o setor industrial, especialmente pela alta demanda de energia da siderurgia. A crítica foi feita durante o fórum La energía eléctrica que Euskadi necesita. Redes e interconexiones, em Bilbao.
O executivo ressaltou que eliminar 19% da capacidade de geração seria uma barbaridade, segundo ele. Ele aponta risco de desabastecimento à indústria e defesa de soberania energética em meio a tensão geopolítica, destacando dependência de importações de gás e petróleo.
Jainaga também criticou a expansão de centros de dados na Espanha, alegando baixo emprego direto após a construção. Alega consumo elevado de água e energia sem valor econômico incremental, o que impacta as contas das fábricas.
Dados e propostas para a tarifa
Durante o debate, Beatriz Corredor, presidente da Redeia, mencionou projetos de expansão da rede de subestações na região. A dirigente destacou a interconexão com a França via Navarra e o avanço do cable submarino, com início previsto em julho.
Jainaga pediu aos responsáveis da CNMC medidas para reduzir a tarifa industrial, incluindo a eliminação do imposto de 7% sobre a geração. Ele citou que as tarifas para consumidores chegam a 100 euros/MWh, frente a valores mais baixos na Alemanha.
Corredor explicou investimentos da Redeia para ampliar operações na região, priorizando a autorização necessária para a ligação com a França. O projeto prevê aumentar, ao ano, a entrada de energia francesa em 2.200 MW para apoiar a indústria local.
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