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Quem é o contador do PCC na operação de esquema no setor de combustíveis

Operação Fluxo Oculto aponta Lucas Tomé Assunção como operador financeiro do PCC, responsável pela gestão de contas, empresas e fluxos em fintechs

Captura de tela mostra o contador Lucas Tomé Assunção em videoconferência com Mohamad Hussein Mourad — Foto: Reprodução
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  • Investigação aponta que Lucas Tomé Assunção atuava como contador e operador financeiro do grupo liderado por Mohamad Mourad, conhecido como “Primo”.
  • Ele gerenciava a contabilidade, a movimentação de recursos e contas em fintechs, conectando empresas de fachada ao sistema financeiro.
  • Os investigadores descrevem Lucas como braço operacional financeiro, responsável por autorizar contratos, assinaturas digitais e abertura de contas.
  • A ação aponta centralização das operações de 56 postos de combustíveis em uma única conta mantida em fintechs, com uso de Ceopag, Sispay e America Payment.
  • Conforme a investigação, ele se refugiou no Rio de Janeiro entre 19 e 30 de agosto de 2025, após o vazamento da primeira fase da operação.

O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram hoje a Operação Fluxo Oculto, que mira um esquema bilionário de fraudes, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial no setor de combustíveis. O alvo é uma organização ligada ao PCC, com ramificações em fintechs e empresas de fachada. A ação começou com mandados de busca e apreensão.

Entre os investigados, está Lucas Tomé Assunção, apontado como contador da organização chefiada por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo. Os investigadores o descrevem como o braço operacional financeiro, responsável pela contabilidade, movimentação de recursos e gestão de contas em fintechs.

A apuração aponta que Lucas não era líder formal, mas operava a engrenagem contábil do esquema. Ele gerenciava empresas do grupo, abria e encerrava contas, organizava documentos societários e intermediava contratos com fintechs para manter o fluxo financeiro.

Os investigadores indicam que o contador centralizava operações de 56 postos de combustível em uma única conta mantida em fintech. Ele também controlava o fluxo de caixa, rateios internos e a migração de recursos entre fintechs como Ceopag, Sispay e America Payment.

Segundo os relatos, Lucas teria se refugiado no Rio de Janeiro entre 19 e 30 de agosto de 2025, após o vazamento da primeira fase da operação, a Carbono Oculto. A documentação apreendida inclui uma chamada de vídeo intitulada reunião de alinhamento entre Lucas e Mohamad.

Contexto da apuração

A investigação aponta que o ecossistema de fintechs da Faria Lima — principal centro financeiro de São Paulo — permanecia ativo, ocultando recursos do crime organizado. O material obtido indica contatos diretos entre o contador e a cúpula do grupo, reforçando o vínculo operacional.

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