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Raízen planeja converter 45% da dívida em ações e separar em duas empresas

Raízen planeja converter quarenta e cinco por cento da dívida em ações a R$ 0,25, separando operações em duas empresas; Shell aportaria R$ 3,5 bilhões

Raízen
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  • Raízen apresentou detalhes preliminares de um plano de reestruturação financeira que prevê a conversão de 45% da dívida em ações e a separação das operações em duas empresas independentes.
  • A dívida total somava R$ 75,3 bilhões em março de 2026, sendo R$ 65,4 bilhões parte do processo de recuperação extrajudicial.
  • A conversão de 45% da dívida reestruturada ocorreria a preço de R$ 0,25 por ação; 55% ficariam em novos instrumentos de dívida de longo prazo com vencimentos entre 2032 e 2035; credores poderão escolher receber na mesma moeda atual.
  • Os bonds emitidos em dólar representam a maior parte do endividamento, com R$ 27,2 bilhões, e os financiamentos de pré-pagamento de exportação somam R$ 11,9 bilhões.
  • A Shell poderia aportar R$ 3,5 bilhões; aporte adicional de R$ 500 milhões não é mais considerado provável; a operação depende de contratos definitivos e a empresa planeja dividir ativos entre energia e distribuição de combustíveis.

A Raízen (RAIZ4) apresentou detalhes preliminares de um plano de reestruturação financeira. A proposta prevê a conversão de 45% da dívida em ações da companhia e a separação das operações em duas empresas independentes. O objetivo é reorganizar o passivo, ampliar liquidez e reestruturar os negócios após a recuperação.

A dívida total da empresa somava 75,3 bilhões de reais em março de 2026. Deste montante, 65,4 bilhões estão sob processo de recuperação extrajudicial, segundo a companhia.

Conversão da dívida em ações

A iniciativa prevê a conversão de 45% da dívida reestruturada em ações a 0,25 real por ação. Os 55% restantes seriam trocados por novos instrumentos de dívida de longo prazo, com vencimentos entre 2032 e 2035. Bonds em dólar representam a maior parte do endividamento.

Os credores poderão escolher receber os novos títulos na mesma moeda dos créditos atuais, incluindo real, dólar e potencialmente euro. A proposta aponta ainda garantias vinculadas a ativos específicos da companhia.

Aporte de acionistas

O plano prevê aporte de 3,5 bilhões de reais da Shell, uma das controladoras da Raízen. Também havia previsão de até 500 milhões de reais via Aguassanta Investimentos, ligada à família de Rubens Ometto, controlador da Cosan. Contudo, o Broadcast apurou que esse aporte adicional já não é considerado provável.

Estrutura operacional

A Raízen planeja dividir os negócios em duas unidades independentes após a reestruturação: uma com ativos de energia e outra responsável pela distribuição de combustíveis. Os novos instrumentos financeiros teriam remuneração atrelada ao CDI ou a juros em moeda estrangeira.

A proposta também prevê cenários com descontos maiores para credores que aceitarem condições diferenciadas de pagamento. O plano depende de contratos definitivos e da aprovação dos credores, sem conclusão ou opinião adicional.

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