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Seis fintechs da Faria Lima são alvo de operação por lavagem de dinheiro do PCC

Operação Fluxo Oculto mira seis fintechs da Avenida Faria Lima por suposta lavagem de dinheiro do PCC, com cinquenta e cinco mandados e desdobramentos do Carbono Oculto

Empresas sediadas principalmente na Faria Lima, "coração" do mercado financeiro brasileiro, atuavam junto à facção.
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  • O Ministério Público de São Paulo definiu a operação Fluxo Oculto para investigar o uso de fintechs pelo PCC na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e armas.
  • Nesta etapa, são apuradas seis fintechs que teriam começado a ser usadas após o bloqueio ou liquidação das empresas anteriores; os nomes não foram divulgados.
  • O MPSP aponta um núcleo financeiro utilizado para compensações internas entre distribuidoras e postos de combustíveis, entre empresas e fundos de investimentos da organização, além de pagamentos de gastos de operadores.
  • Na Carbono Oculto, ficou evidenciado que o PCC tinha cerca de R$ 30 bilhões investidos em 40 fundos geridos por fintechs da Avenida Faria Lima, com indícios de conhecimento da origem ilícita.
  • A lavagem seria feita por meio de contas bolsão, usadas para reunir recursos de diversos clientes em uma única conta; o Banco Central já havia restringido essa prática, mas investigações indicam continuidade. São cumpridos 55 mandados de busca e apreensão.

O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira a operação Fluxo Oculto, que mira o uso de fintechs pela facção PCC para lavar dinheiro do tráfico de drogas e armas. A ação é um desdobramento da operação Carbono Oculto, ocorrida em agosto do ano passado.

Na nova fase, promotores investigam seis fintechs que teriam passado a ser usadas pelo PCC após o bloqueio ou fechamento das empresas analisadas anteriormente. Os nomes das companhias ainda não foram tornados públicos.

Segundo o MP, um núcleo financeiro da organização realiza compensações financeiras entre diversas distribuidoras e postos de combustíveis, entre empresas e fundos de investimentos administrados pela facção. Em resumo, tratam-se de pagamentos de colaboradores e gastos pessoais dos operadores.

Desdobramentos e alcance da operação

Durante a Carbono Oculto, apurou-se que o PCC possuía cerca de 30 bilhões de reais investidos em 40 fundos geridos por fintechs da região da Avenida Faria Lima, em São Paulo, considerada o centro do mercado financeiro no país. As investigações indicaram que administradoras sabiam da origem ilícita dos recursos, mas omitiram informações para dificultar o rastreamento.

A lavagem, segundo as investigações, envolvia contas bolsão em fintechs que operam com baixa transparência, reunindo recursos de diversos clientes em uma única conta para facilitar a compensação no SFN. Mesmo após a proibição pelo Banco Central, apontou-se que esse mecanismo continuou operando de formas diferenciadas.

Ao todo, a ação Fluxo Oculto cumpre 55 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Participam Gaeco, Receita Federal, ANP, Secretaria da Fazenda de SP, Procuradoria-Geral do Estado, Polícia Militar e Polícia Civil.

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