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Sistema de crédito rural enfrenta pressão com alta inadimplência

Inadimplência no agronegócio atinge 8,3% no 3º trimestre de 2025, com Desenrola Brasil potencialmente alterando juros e condições de crédito do sistema rural

GO. 10-05-2024- Dr. João Domingos e Dr. Leandro Marmo, João Domingos Advogados Foto Wanezza Soares CREDITO OBRIGATORIO
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  • Inadimplência no agronegócio atingiu 8,3% da população rural no terceiro trimestre de 2025, segundo a Serasa Experian.
  • O indicador mostrou alta em relação ao mesmo período de 2024, mas desacelerou frente ao trimestre anterior, apontando estabilização em patamar elevado.
  • A maior parte das dívidas está com instituições bancárias (7,3% dos produtores inadimplentes), enquanto 0,3% estão com credores do setor agro; dívidas médias chegam a R$ 100,5 mil no sistema financeiro e R$ 130,3 mil com credores do agro.
  • O Desenrola Brasil pode oferecer alívio com descontos e prazos maiores, mas não implica perdão de dívidas e pode alterar condições do crédito rural.
  • A inadimplência é mais alta entre produtores de 30 a 39 anos (12,7%), enquanto pessoas com 80 anos ou mais apresentam os menores índices.

A inadimplência no agronegócio brasileiro chegou a 8,3% da população rural no terceiro trimestre de 2025, segundo levantamento da Serasa Experian. O dado indica alta ante o mesmo período de 2024, mas mostra desaceleração em relação ao trimestre anterior, sugerindo estabilização em patamar elevado.

A maior parte das dívidas está atrelada ao sistema financeiro: 7,3% dos produtores inadimplentes têm débitos com bancos, enquanto apenas 0,3% possuem dívidas com credores do próprio setor agro. As dívidas médias chegam a R$ 100,5 mil no sistema financeiro e a R$ 130,3 mil entre credores do agronegócio.

Desenrola Brasil, programa de renegociação, oferece descontos e prazos mais longos, trazendo alívio para produtores, mas não implica perdão de débitos. Em alguns casos, pode haver mudança nas condições, impactando juros e o custo final do crédito rural.

Contexto e dados por faixa etária

A inadimplência apresenta variação geracional: produtores entre 30 e 39 anos lideram o índice, com 12,7%. Já produtores com mais de 80 anos apresentam as menores taxas de inadimplência, apontando diferenças de comportamento financeiro entre faixas etárias.

A visão de especialistas diverge entre estabilização e necessidade de ajustes. O advogado Filipe Denki aponta que a inadimplência no agro tende a crescer se não houver mudanças estruturais no modelo de crédito.

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