- Inflação elevada persiste no Brasil mesmo com queda no petróleo, sustentando a expectativa de pausa nos cortes da taxa Selic pelo Banco Central.
- O Tesouro Selic 2031 paga Selic mais 0,077% ao ano, com viés de queda em relação ao dia anterior, enquanto o Prefixado 2032 rende 14,06% e o IPCA+ 2032 rende IPCA mais 7,80%.
- A PNAD Contínua mostrou desemprego de 5,8% nos últimos três meses, levemente abaixo da mediana de 5,9%, sinalizando força da economia e dificultando cortes adicionais na Selic.
- O IPCA-15 de maio subiu 0,62%, ante 0,89% em abril, acima da projeção de 0,57% e contribuindo para expectativas de inflação mais altas.
- A projeção de inflação para 2026 subiu de 4,92% para 5,04%, o que pode manter o Banco Central contido e influenciar os rendimentos dos títulos públicos; o El Niño também pode elevar preços de alimentos no curto prazo.
O Tesouro Direto segue sob pressão: mesmo com queda do petróleo, investidores continuam receosos com a inflação e com a possibilidade de pausas nos cortes da Selic. O cenário doméstico permanece ligado a fatores de demanda e a choques externos.
O BC pode estar próximo de pausar o ciclo de redução na taxa básica, diante de sinais de mercado aquecido e inflação ainda acima do esperado. O apetite por risco diminui, e o Tesouro Selic 202? opera com maior atração frente a outros títulos.
Investidores buscam segurança, com o Tesouro Selic 2031 rendendo ahora acima de 14% ao ano, se mantiver a tendência atual. As taxas de outros títulos variam conforme a avaliação diária de preços no mercado.
A narrativa de preço do petróleo não aliviou plenamente as preocupações com inflação e mercados de trabalho aquecidos, mantendo a cautela em relação a cortes mais profundos na Selic ainda neste ano.
Desempenho dos títulos e cenário atual
O Tesouro Prefixado 2032 oferece aproximadamente 14,06% ao ano, frente 14,02% na véspera. O IPCA+ 2032 fica em torno de IPCA + 7,80%, estável frente ao dia anterior. O Selic 2031 rende Selic + 0,077%, com viés de queda.
Ontem, o otimismo sobre a questão geopolítica pesou sobre as previsões de juros, elevando variações de preço. Menor taxa implica maior valor de mercado para o papel negociado.
A divulgação da PNAD Contínua pelo IBGE indicou desemprego de 5,8% nos últimos três meses, um pouco abaixo da mediana de 5,9% prevista pelo Valor Pro. O dado aponta economia relativamente resiliente.
Dados de inflação e impactos
O IPCA-15 subiu 0,62% em maio, segundo o IBGE, desacelerando frente a abril (0,89%) porém acima das expectativas (0,57% apurado pelo Valor Data). A divulgação reforça pressão inflacionária interna.
A projeção de inflação para 2026 subiu de 4,92% para 5,04%, segundo o Boletim Focus. Se confirmado, pode levar o BC a manter a pausa nos cortes da Selic. Isso impacta a rentabilidade de títulos de longo prazo.
Eventos climáticos e preços ao consumidor
Além da guerra, o El Niño entra no radar dos economistas como fator inflacionário potencial. O fenômeno deve trazer calor extremo e secas no Norte/Nordeste, com chuvas no Sul, influenciando colheitas e, por consequência, os preços dos alimentos.
Especialistas alertam que a combinação de inflação persistente e eventos climáticos pode manter a pressão sobre o câmbio e as taxas de juros, influenciando decisões de investimento no curto prazo.
Nessa leitura, o Tesouro Direto continua a atrair compradores moderados, com preferência por títulos que ofereçam proteção contra a inflação e retorno estável, mesmo diante de incertezas macroeconômicas.
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