- 95% dos consumidores não volta a assinar um serviço anual dentro de um ano após cancelar.
- Na América Latina, a reativação anual fica em 4,9%; para planos mensais, 19,8% reativam no mesmo período.
- O levantamento analisou mais de 115 mil aplicativos que juntos movem US$ 16 bilhões em receita.
- Grandes parcelas desistem ainda no período de testes: 55,4% cancelam no Dia 0 em testes de três dias; 39,8% em testes de sete dias; 31,1% em testes de trinta dias.
- Quem mantém o plano anual tende a renovar: taxa média de renovação anual é de 83,4%; no primeiro ano a taxa mediana fica entre 23% e 40%, chegando a 70% no terceiro ano.
A maioria dos usuários não volta a assinar após cancelar uma assinatura anual, mostra o relatório State of Subscription Apps 2026, da RevenueCat. No global, 95% não retorna dentro de um ano. Na América Latina, a taxa de reativação anual fica em 4,9%, e para planos mensais é de 19,8%.
O levantamento analisou métricas de mais de 115 mil aplicativos, que juntos geram mais de US$ 16 bilhões em receita. As variações regionais são pequenas, indicando perda rápida de usuários pagantes para as empresas. O estudo atribui o fenômeno a um mercado cada vez mais competitivo desde 2022, com aumento de lançamentos mensais.
Desistência começa no teste grátis
Dados do relatório apontam que muitos cancelam antes de virar assinatura paga. Mais da metade encerra o ciclo já no primeiro dia de teste. Em testes de 3 dias, 55,4% cancelam no Dia 0; em 7 dias, 39,8%; em duas semanas, 35,7%.
Em testes de 30 dias, o começo da assinatura representa 31,1% dos cancelamentos. Mesmo com pagamento anual, o primeiro mês continua decisivo, concentrando 35% de todos os cancelamentos de assinaturas anuais.
Quem fica tende a renovar
Planos anuais apresentam maior fidelidade: a taxa de renovação global chega a 83,4%. Planos semanais ficam em 18,7% e mensais, 39,2%. A retenção aumenta com o tempo, com mediana entre 23% e 40% no primeiro ano e até 70% ao atingir o terceiro ano.
Cancelamento costuma ser ponto sem retorno
O relatório coloca que as empresas devem priorizar a prevenção do rompimento, visto que a reativação raramente ocorre. Recomenda-se preservar o vínculo com o serviço e os dados de pagamento, por exemplo, oferecendo pausa temporária do plano.
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