- O acordo homologado no STF entre BRB e governo prevê aporte de cerca de R$ 6,6 bilhões, com prazo de quinze anos e carência de dezoito meses.
- O recurso será financiado pelo Fundo Garantidor de Créditos, com fiança de grandes bancos e contragarantia dos fluxos do Fundo de Participação dos Estados e dos Municípios.
- O montante corresponde a aproximadamente dezesseis por cento da Receita Corrente Líquida do Distrito Federal (DF).
- O BRB deverá apresentar um plano de negócios para assegurar retorno dos investimentos e cumprimento das obrigações, com as taxas de juros ainda em negociação (IPCA mais delta).
- O presidente Nelson Souza diz que o acordo marca um novo momento, fortalece a liquidez do banco e a credibilidade junto ao mercado.
O Banco de Brasília (BRB) firmou um acordo com o governo federal, homologado pelo STF na quinta-feira, 28 de maio. O presidente Nelson Souza afirmou que o acordo inaugura um novo momento para a instituição, após um período desafiador.
Segundo ele, o acordo prevê aporte de recursos privados para socorrer o BRB, com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) oferecendo empréstimo ao Governo do Distrito Federal equivalente a cerca de 16% da Receita Corrente Líquida do DF, entre R$ 6,5 e R$ 6,6 bilhões. A operação conta com garantias de grandes bancos.
A estrutura envolve fiança de bancos, apoiada por fluxos do Fundo de Participação dos Estados e dos Municípios. A operação é apresentada como dentro da lei, com foco em transparência. O modelo é descrito como diferente do padrão do mercado.
O BRB planeja ainda apresentar um plano de negócios para assegurar o retorno dos investimentos e o cumprimento das obrigações, incluindo o pagamento das parcelas ao longo de 15 anos com 18 meses de carência. As regras de juros seguem em negociação com o FGC.
A repercussão entre clientes e mercados já aponta melhoria. Segundo o presidente, a percepção mudou após a primeira audiência, com retorno de recursos que haviam sido retirados por temor, fortalecendo a liquidez da instituição. O BRB mantém a relação histórica com Brasília.
Próximos passos
O banco, além da conciliação, deve apresentar o plano de negócios que demonstre a capacidade de retorno dos investimentos e de cumprir as obrigações. A negociação de juros ainda ocorre com o FGC.
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