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Além do salário, fatores que movem líderes financeiros

Líderes de finanças buscam contexto e impacto; CFO assume papel estratégico como copiloto do CEO e gerador de valor para a empresa

Foto: Divulgação Assetz Expert Recruitment / DINO
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  • Infográfico Fast Facts da Assetz aponta que os principais motivos de saída de líderes de finanças são: momento do negócio (30%), falta de novos desafios (15%) e cultura da empresa (15%).
  • Para aceitar mudar de empresa, os fatores mais relevantes são: escopo da função (35%), perspectiva de carreira (20%) e cultura da organização (10%).
  • Os executivos de finanças estão amadurecendo a decisão de carreira com base no contexto, na relevância do escopo e no alinhamento com o negócio, e não apenas no cargo ou na remuneração.
  • O Chief Financial Officer (CFO) passa a ter papel estratégico maior: copiloto do CEO, guardião de valor e tradutor de dados em decisões, com foco em transformação e impacto.
  • Autonomia, participação estratégica e propósito da empresa são determinantes de atração e retenção; além da remuneração, elementos como equity e exposição ao conselho ganham importância.

O estudo semestral Fast Facts, da Assetz Expert Recruitment, analisa o recrutamento de líderes de finanças e aponta quais fatores influenciam saídas e entradas no cargo. Conduzido pelos sócios-fundadores Felipe Brunieri e Guilherme Malfi, o mapeamento revela motivações que vão além do salário.

Segundo os dados, os três principais motivos de saída de um líder de finanças são: o momento do negócio (30%), a falta de novos desafios (15%) e a cultura da empresa (15%). Entre os principais atrativos para mudança estão o escopo da função (35%), a perspectiva de carreira (20%) e a cultura organizacional (10%).

Brunieri destaca que há uma mudança importante no comportamento dos executivos. As decisões de carreira passam a depender do contexto, da relevância do escopo e do alinhamento com o negócio, em vez de apenas cargo ou remuneração. Malfi acrescenta que ambientes instáveis ou mudanças estruturais afetam a retenção.

O CFO ganha foco estratégico. Para os executivos, o cargo envolve atuar como copiloto do CEO, guardião de valor e tradutor de dados em decisões, com participação mais ativa na estratégia e em temas de performance e alocação de capital. Esse perfil tende a se manter onde há transformação e impacto real.

Outra pesquisa da Assetz, O Perfil do CFO no Brasil 2025, aponta autonomia e participação em decisões estratégicas como fatores de atração, com 48% dos profissionais valorizando independência para estruturar equipes e influenciar a estratégia. O propósito e a governança bem estruturada aparecem como elementos de retenção.

Brunieri aponta que a missão por trás do negócio e a governança clara elevam o engajamento do CFO, que busca ambientes seguros, com comitês estruturados e padrões éticos bem definidos. Malfi reforça que a capacidade de gerar valor ativo também é decisiva para a retenção.

Para organizações que desejam melhorar a atração e retenção de líderes de finanças, os especialistas sugerem transparência no processo seletivo, incluindo a comunicação de aspectos que precisam evoluir na empresa. A clareza sobre cultura, autonomia e impactos esperados facilita o alinhamento.

Malfi frisa que a remuneração não é o único fator. Benefícios de longo prazo, exposição ao conselho e participação efetiva em decisões estratégicas costumam ser decisivos para o engajamento de longo prazo, especialmente em perfis com foco transformacional.

Para entender melhor as tendências, a Assetz recomenda que as empresas alinhem o perfil do CFO ao momento e às necessidades do negócio, permitindo que o líder atue como agente de transformação e contribua para o crescimento sustentável da organização.

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