- ANS aprovou reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares.
- É o menor percentual da série histórica da agência, desconsiderando o índice negativo de 2021 (-8,19%).
- O cálculo levou em conta a variação das despesas assistenciais (VDA) de 8,32%.
- O reajuste vale para planos contratados diretamente por pessoas físicas, cerca de 7,7 milhões de beneficiários (14,5% do total de 52,9 milhões).
- Planos coletivos continuam sem teto definido; reajustes para aniversários em maio e junho podem ocorrer nos meses subsequentes.
A ANS aprovou nesta sexta-feira o reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares. O índice, divulgado pela agência, fica abaixo do teto de 6,06% aplicado no ano anterior. A decisão marca uma continuidade de desaceleração após picos pós-pandemia.
Segundo a ANS, o valor leva em conta a variação das despesas assistenciais, incluindo custos médico-hospitalares e a frequência de uso dos serviços. Para 2026, a metodologia apontou uma VDA de 8,32%. O reajuste é aplicado nos contratos com aniversário entre maio e abril.
O reajuste vale apenas para planos contratados diretamente por pessoas físicas, que somam cerca de 7,7 milhões de beneficiários, ou 14,5% dos 52,9 milhões de consumidores de planos de assistência médica no Brasil. Planos coletivos seguem regras diferentes.
Aplicação e prazos
Operadoras poderão aplicar o reajuste entre maio de 2026 e abril de 2027, sempre no mês de aniversário do contrato. Em contratos com anos iniciados em maio e junho, a cobrança pode ocorrer nos meses seguintes, com possibilidade de retroativos conforme as regras da ANS.
Panorama de mercado
Planos coletivos representam a maior parte do mercado e costumam apresentar reajustes acima da inflação, motivo de reivindicações de maior regulação. A ANS indica equilíbrio entre proteção ao usuário e sustentabilidade financeira do setor.
Entidades de defesa do consumidor pedem maior regulação dos contratos coletivos e criticam reajustes elevados. Enquanto as operadoras citam fatores como incorporação de tecnologias, envelhecimento da população e maior demanda como pressões de custos.
A agência destaca que o modelo busca manter acessibilidade dos serviços e a continuidade do atendimento, sem abrir mão da fiscalização e de mecanismos de controle. A decisão ocorreu em reunião extraordinária da diretoria da ANS.
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