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ANS aprova reajuste de até 5,11% em planos de saúde individuais e familiares

ANS aprova reajuste máximo de 5,11% para planos individuais e familiares, menor desde 2000, com aplicação entre maio de 2026 e abril de 2027

Malinha de primeiros socorros
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  • ANS aprovou reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares.
  • É o menor percentual da série histórica da agência, desconsiderando o índice negativo de 2021 (-8,19%).
  • O cálculo levou em conta a variação das despesas assistenciais (VDA) de 8,32%.
  • O reajuste vale para planos contratados diretamente por pessoas físicas, cerca de 7,7 milhões de beneficiários (14,5% do total de 52,9 milhões).
  • Planos coletivos continuam sem teto definido; reajustes para aniversários em maio e junho podem ocorrer nos meses subsequentes.

A ANS aprovou nesta sexta-feira o reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares. O índice, divulgado pela agência, fica abaixo do teto de 6,06% aplicado no ano anterior. A decisão marca uma continuidade de desaceleração após picos pós-pandemia.

Segundo a ANS, o valor leva em conta a variação das despesas assistenciais, incluindo custos médico-hospitalares e a frequência de uso dos serviços. Para 2026, a metodologia apontou uma VDA de 8,32%. O reajuste é aplicado nos contratos com aniversário entre maio e abril.

O reajuste vale apenas para planos contratados diretamente por pessoas físicas, que somam cerca de 7,7 milhões de beneficiários, ou 14,5% dos 52,9 milhões de consumidores de planos de assistência médica no Brasil. Planos coletivos seguem regras diferentes.

Aplicação e prazos

Operadoras poderão aplicar o reajuste entre maio de 2026 e abril de 2027, sempre no mês de aniversário do contrato. Em contratos com anos iniciados em maio e junho, a cobrança pode ocorrer nos meses seguintes, com possibilidade de retroativos conforme as regras da ANS.

Panorama de mercado

Planos coletivos representam a maior parte do mercado e costumam apresentar reajustes acima da inflação, motivo de reivindicações de maior regulação. A ANS indica equilíbrio entre proteção ao usuário e sustentabilidade financeira do setor.

Entidades de defesa do consumidor pedem maior regulação dos contratos coletivos e criticam reajustes elevados. Enquanto as operadoras citam fatores como incorporação de tecnologias, envelhecimento da população e maior demanda como pressões de custos.

A agência destaca que o modelo busca manter acessibilidade dos serviços e a continuidade do atendimento, sem abrir mão da fiscalização e de mecanismos de controle. A decisão ocorreu em reunião extraordinária da diretoria da ANS.

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