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Banco Central perde 35% dos servidores; ativos triplicam desde 2006

Banco Central perde 35% de servidores em duas décadas, enquanto ativos sob supervisão sobem mais de 200%, gerando preocupação entre especialistas

Prédio do Banco Central em Brasília
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  • Banco Central perdeu 35% do efetivo nos últimos 20 anos, passando de 5.072 para 3.300 servidores, sendo a área de fiscalização de 1.384 para 605.
  • Os ativos sob supervisão cresceram de 5,68 trilhões de reais para 17,89 trilhões, mais que triplicando.
  • O total de instituições encolheu de 2.447 em dezembro de 2006 para 1.794 em janeiro de 2026, devido à consolidação de cooperativas.
  • Desde 2019, foram autorizadas 355 fintechs a operar pelo regulador, ampliando o trabalho de supervisão com menos pessoas.
  • O BC defende a autonomia administrativa e orçamentária via PEC, enquanto o governo e o PT resistem, citando impactos sobre contratação e controle de receitas.

O Banco Central perdeu 35% de seu efetivo nos últimos 20 anos, enquanto os ativos sob supervisão cresceram mais de 200%. A diferença entre quadro de pessoal e responsabilidade regulatória acende o debate sobre orçamento e autonomia.

Entre 2006 e 2026, o BC passou de 5.072 para 3.300 servidores. A área de fiscalização encolheu de 1.384 para 605 trabalhadores, em meio à restrição de concursos.

Enquanto o volume de ativos da indústria passou de 5,68 trilhões para 17,89 trilhões, o BC viu o peso de sua supervisão aumentar sem correspondência no quadro.

O cenário ocorre em meio à queda de instituições financeiras, que passou de 2.447 em 2006 para 1.794 em 2026, por consolidação de cooperativas. A entrada de fintechs aumentou desde 2019, com 355 novas autorizadas pelo regulador.

Especialistas apontam que menos funcionários para mais supervisão reforçam fragilidades na fiscalização, conforme dados do BC e de entidades do setor.

A PEC de autonomia administrativa e orçamentária do BC é defendida por membros do órgão, sob resistência de setores do governo.

Autonomia e financiamento do BC

O BC alega que a autarquia opera com orçamento restrito justamente quando a atuação cresce, destacando casos como a fiscalização que freou operações do Banco Master e barrou a compra pelo BRB.

Defensores da PEC argumentam que a independência financeira preserva estabilidade, segurança jurídica e inovação no sistema financeiro.

Críticos do texto afirmam que a autonomia pode reduzir o controle governamental sobre contratações e salários.

O governo negocia um novo texto que preserve influência sobre contratações e remuneração, segundo apurações da imprensa.

Especialistas afirmam que, mesmo com orçamento separado, é essencial prever mecanismos que garantam recursos estáveis diante de variações de receita.

Analistas destacam que o BC precisa manter quadro de pessoal robusto para acompanhar o ritmo de inovações e riscos digitais.

O BC aponta ainda envelhecimento do seu quadro: 349 servidores têm direito à aposentadoria; 753 poderão se aposentar até 2030.

Para a Febraban, orçamento adequado é crucial para investimentos em tecnologia de combate a fraudes e lavagem de dinheiro.

Entidades como a Zetta e a Anbima defendem autonomia financeira para a regulação do sistema.

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