- O BNDES abre, a partir desta sexta-feira, a linha de crédito Move Brasil – Caminhões e Ônibus, com até R$ 21 bilhões para renovar a frota pesada e modernizar o transporte de cargas e passageiros.
- Os empréstimos serão via rede de agentes financeiros credenciados e destinarão-se a transportadores autônomos, cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor.
- O total autorizado combina recursos da União (R$ 14,5 bilhões) e do próprio BNDES (até R$ 6,7 bilhões), com reservas adicionais de R$ 2 bilhões para ônibus e micro-ônibus e R$ 2 bilhões para autônomos.
- Prazos vão de até cento e vinte meses (com carência de até doze meses para autônomos; até sessenta meses com até seis meses de carência para empresas de transporte de cargas; até cento e vinte meses com até seis meses de carência para transporte de passageiros), com limite de financiamento de até R$ 50 milhões por cliente e juros em torno de 13% ao ano.
- Requisitos adicionais incluem fabricação nacional para veículos novos, credenciamento no CFI do BNDES, padrão Proconve P‑8 e, para caminhões seminovos, fabricação a partir de 2012, com rastreabilidade fiscal; itens como seguro e comissões também podem ser financiados.
O BNDES abriu nesta sexta-feira (29) a linha de crédito BNDES Mais Mobilidade, com até 21 bilhões de reais. O objetivo é renovar a frota de ônibus e caminhões no Brasil e modernizar o transporte de cargas e passageiros.
A iniciativa integra o Move Brasil – Caminhões e Ônibus (Move Brasil 2), coordenado pelo MDIC. O financiamento contempla aquisição de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, por meio de instituições financeiras credenciadas ao BNDES.
Partes interessadas devem buscar uma instituição financeira credenciada, que analisará o crédito, negociará condições e encaminhará o pedido ao banco. O protocolo no sistema do BNDES vai até 28 de agosto de 2026; a comunicação da contratação deve ocorrer até 28 de setembro de 2026.
Detalhes do financiamento
Do montante autorizado, 14,5 bilhões de reais são recursos da União, via Tesouro Nacional, e até 6,7 bilhões representam recursos do BNDES. Há ainda reserva de 2 bilhões para ônibus e micro-ônibus e 2 bilhões para transportadores autônomos e cooperativas.
Os financiamentos têm prazos diferentes: até 120 meses para transportadores autônomos com até 12 meses de carência; até 60 meses para empresas de transportes de cargas com até 6 meses de carência; e até 120 meses para empresas de passageiros com até 6 meses de carência. O teto é de 50 milhões por cliente, com juros próximos de 13% ao ano.
Veículos novos devem ter fabricação nacional, credenciamento no CFI do BNDES e atender ao Proconve P-8, conforme Conama 490/2018. Caminhões seminovos devem ser fabricados a partir de 2012, cumprir o Proconve P-7 e seguir critérios de rastreabilidade fiscal.
Itens operacionais, como seguro do bem, seguro prestamista e comissão de fundos garantidores, também podem ser financiados se contratados junto ao financiamento, desde que o interessado tenha receita bruta de até 300 milhões.
Objetivos e declarações
O programa busca modernizar a frota, reduzir o custo logístico, melhorar o transporte de cargas e passageiros, aumentar a segurança viária e estimular a indústria nacional. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a busca por eficiência econômica, sustentabilidade e inclusão produtiva, com atenção aos transportadores autônomos.
O ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, avaliou a Move Brasil como uma fase de expansão bem-sucedida, com impactos positivos na indústria, nas vendas de veículos e na geração de empregos em todo o setor automotivo.
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