- Dólar fechou em alta, a R$ 5,042, com variação de 0,21% ante o fechamento anterior.
- Ibovespa caiu 0,57%, aos 174.056 pontos, faltando cerca de 20 minutos para o fim da sessão.
- Fluxo externo ficou negativo em maio, em torno de -R$ 13 bilhões, mas o saldo de 2026 segue positivo em R$ 43 bilhões.
- Petróleo Brent ficou a US$ 91,12 e WTI, a US$ 87,36, com quedas mensais expressivas para ambos os contratos.
- PIB do primeiro trimestre cresceu 1,1% frente ao trimestre anterior; Copom se reúne nos dias 16 e 17 de junho para decidir a Selic; EUA e Irã chegaram a acordo preliminar para prorrogar cessar-fogo.
O dólar fechou em alta ante o fechamento de ontem, cotado a 5,042 reais no comércio de venda. A variação foi de 0,21%. O câmbio acumula ganhos em maio, mas cai no ano, mantendo-se próximo de 5 reais na comparação mensal.
O Ibovespa operou em queda na sessão de encerramento de maio, recuando 0,57% e ficando em 174.056 pontos. O movimento ocorre em meio a dados macro e a cenário externo mais desfavorável para ativos de risco.
O fluxo de investimentos estrangeiros desacelerou: o saldo de entradas em maio ficou negativo em 13 bilhões de reais, ainda que o aporte acumulado de 2026 permaneça positivo, em torno de 43 bilhões de reais.
No fronta tell, o petróleo abriu a última sessão de maio em baixa: Brent a 91,12 dólares o barril, queda de 1,7%. O petróleo WTI fechou em 87,36 dólares, recuo de 1,73%.
Pelo mês, as quedas se ampliaram: a Brent recuou 17,4% e a WTI caiu 16,8%. Nesta semana, as cotações de referência perderam 12% (Brent) e 9,56% (WTI).
Mercados repercutem uma possível extensão de trégua em conflitos regionais após negociações entre EUA e Irã. Fontes oficiais indicam entendimento preliminar para prorrogar cessar-fogo e avançar negociações sobre o programa nuclear, com nova rodada já em pauta.
Em termos locais, o PIB brasileiro do primeiro trimestre mostrou alta de 1,1% ante o quarto trimestre de 2025, segundo o IBGE. O crescimento acumula 2% em 12 meses, apoiado principalmente pela demanda interna, ainda que o investimento permaneça abaixo do ideal.
Analistas destacam que o ritmo da economia pode influenciar a política de juros. O Copom tem reunião marcada para 16 e 17 de junho, quando deve decidir sobre a Selic, atualmente em 14,5% ao ano após cortes recentes de 0,25 p.p.
Estimativas oficiais apontam crescimento de 1,6% para 2026, mas há revisões para baixo ou para cima conforme o hiato do produto e riscos fiscais. Economistas apontam a necessidade de cautela na política monetária diante de sinais de aquecimento.
Mercado vê impactos possíveis com a decisão dos EUA de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas estrangeiras, a partir de 5 de junho. A medida pode elevar custos e riscos para bancos e setores exportadores no país.
Especialistas destacam que a sanção pode afetar fluxos financeiros se recursos atrelados a atividades criminosas chegarem ao sistema financeiro. Instituições podem enfrentar maior escrutínio regulatório e potenciais sanções.
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