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Durigan diz que imputação de terrorismo pode elevar risco país

Durigan diz que designação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA pode elevar o risco Brasil e impactar investimentos e o Pix

Segundo o ministro, o Pix é o maior símbolo de soberania financeira do Brasil e 'incomoda alguns interesses privados'
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os EUA designaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, o que preocupa o sistema financeiro brasileiro.
  • Ele disse que essa decisão pode aumentar o risco país e comprometer investimentos diretos, que em dois anos anteriores tiveram destaque no Brasil.
  • Durigan afirmou que o governo vai trabalhar para proteger a economia, manter o uso do Pix e não prejudicar bancos e fintechs.
  • A avaliação da decisão é multifacetada; a Polícia Federal estuda impactos em protocolos e a Receita Federal busca manter cooperação com os EUA em operações.
  • As instituições financeiras brasileiras devem reforçar regras e cooperação internacional para rechaçar a imputação e evitar impactos à economia.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o sistema financeiro está atento à designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos. O comentário ocorreu no contexto de queda recente do chamado risco Brasil, segundo o ministro.

Durigan disse que esse tipo de decisão pode elevar o risco-país e comprometer o investimento direto no Brasil. Em 2024, o país foi o principal destino de ingresso de investimentos diretos, e em 2025 ficou em segundo lugar, segundo ele.

Segundo o ministro, o impacto seria macroeconômico e pode gerar dúvidas entre investidores que não acompanham o dia a dia econômico. Ele afirmou que o governo trabalha para proteger a economia brasileira e manter o uso do Pix estável para a população.

Reação institucional e medidas

Durigan destacou que o governo vai manter o Pix, considerado por ele símbolo de soberania financeira, e fortalecer regras com a cooperação internacional para rejeitar a imputação. Ele mencionou conversas com agências de risco para preservar a nota de crédito do Brasil.

Ele também mencionou que a Polícia Federal avalia impactos nos protocolos, já que o Brasil é signatário de tratados contra o terrorismo. A Receita Federal também mostrou preocupação com a continuidade da cooperação com os EUA em operações relevantes.

Durante entrevista ao Jornal Nacional, o ministro reforçou o compromisso de não permitir que a imputação afete bancos e fintechs brasileiros, nem que reduza a confiança no sistema financeiro nacional.

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