- A designação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pode deixar instituições financeiras vulneráveis a sanções se receberem recursos do crime, afirma o economista José Roberto Mendonça de Barros.
- Investigações recentes da Polícia Federal indicam que dinheiro do crime circula pelo sistema financeiro, elevando o risco de punições mesmo quando a origem dos recursos não é identificada pelas instituições.
- Mendonça de Barros ressalta que o problema não é apenas a regra, mas a incerteza adicional que ela traz em um quadro econômico global instável.
- Segundo ele, essa classificação abre a possibilidade de sanções que o país não “precisa” para negócios e investimentos, com efeitos potenciais sobre a soberania nacional.
- O programa Mercado Aberto vai ao ar de segunda a sexta, às oito da manhã, no UOL, com apresentação de Amanda Klein.
A sugestão de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas provoca preocupação de especialistas sobre o sistema financeiro. Economista da MB Associados, ele afirmou em reportagem que esse enquadramento pode abrir espaço para sanções caso haja recursos provenientes do crime circulando em instituições.
Segundo ele, investigações da Polícia Federal já indicam que recursos ilegais transitam pelo sistema financeiro. Mesmo que a origem dos recursos não seja identificada pela instituição, o risco de punições aumenta com a nova categorização de atores.
O economista explicou que o problema não se resume à regra em si, mas inclui a incerteza adicional gerada em um cenário econômico já conturbado. Ele destacou que a situação impõe um elemento discricionário que pode afetar decisões de investimento e soberania nacional.
Ele ressalvou que, até o momento, sanções desse tipo não haviam sido aplicadas, mas a classificação pode abrir uma linha de atuação que o país não precisa para negócios e investimentos, segundo a análise apresentada.
O debate ocorre em meio ao contexto de mercado, com o Mercado Aberto transmitido de segunda a sexta, às 8h, pelo UOL. O programa traz análises sobre movimentos financeiros e perspectivas para o dia, sob condução de Amanda Klein.
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